Coalizão de Governo do Paquistão restitui juízes destituídos por Musharraf

Abu Dhabi, 1 mai (EFE) - Os líderes dos principais partidos da coalizão do Governo de Paquistão alcançaram um acordo sobre a restituição dos juízes do Tribunal Supremo (TS), destituídos em novembro pelo presidente paquistanês, Pervez Musharraf. O acordo foi conseguido após dois dias de negociações realizadas em Dubai pelo chefe do Partido Popular do Paquistão (PPP), Asef Ali Zardari, e o ex-primeiro-ministro e líder da Liga Muçulmana-N (PML-N), Nawaz Sharif, segundo a imprensa local. Sharif confirmou que sua legenda chegou a um acordo com o PPP, e assegurou que os detalhes serão anunciados amanhã, ao mesmo tempo em que reiterou que os juízes serão restituídos através de uma decisão do Parlamento, segundo as mesmas fontes. O líder da Liga Muçulmana-N também afirmou que não há ambigüidades em relação às conversas, e reiterou que a comissão negociadora obteve um grande avanço. Já Zardari se recusou a fazer declarações à imprensa.

EFE |

Os líderes dos principais partidos da coalizão paquistanesa iniciaram suas conversas na quarta-feira em um hotel do emirado de Dubai, capital comercial dos Emirados Árabes Unidos e onde Zardari, marido da ex-primeira-ministra paquistanesa assassinada Benazir Bhutto, tem uma casa.

O PPP e a Liga Muçulmana-N, que são os principais partidos da coalizão, que também inclui duas legendas minoritárias, tinham acordado, após a formação do Governo, restituir os magistrados em um prazo máximo de 30 dias, que encerrava na quarta-feira.

No entanto, apareceram posteriormente divergências entre eles sobre a forma de aplicar esse acordo.

O PPP, de Bhutto, tinha manifestado que quer introduzir emendas constitucionais para fazer reformas no Poder Judiciário, enquanto Nawaz Sharif insiste desde o início em que os magistrados devem ser restituídos primeiro a seus cargos. EFE fa/db

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