Bruxelas, 23 jul (EFE).- Os partidos que formam o Governo belga confirmaram hoje seu apoio ao primeiro-ministro, Yves Leterme, em uma sessão extraordinária do Parlamento em que foi rejeitada uma moção de confiança apresentada pela oposição.

A Câmara dos Deputados belga debateu hoje com Leterme o último capítulo da crise política e a renúncia apresentada na semana passada ao Rei Alberto II, que a rejeitou.

Os líderes dos grupos parlamentares da oposição criticaram o Governo e Leterme por não pedir a confiança do Parlamento após a rejeição do Rei à renúncia.

Por essa razão, apresentaram uma moção de confiança, que não chegou a ser votada diante da firmeza dos cinco partidos que formam o Governo.

A oposição expressou seu mal-estar sobre as promessas descumpridas de Leterme, como um acordo sobre uma reforma do Estado em 15 de julho.

No entanto, o democrata-cristão flamengo Leterme apresentou um dia antes sua renúncia pelas diferenças "irreconciliáveis" entre as duas comunidades principais do país, flamengos e francófonos.

O dirigente do partido ecologista francófono (Écolo), Jean-Marc Nollet, destacou que se os partidos majoritários não permitiram um voto de confiança, é porque temem que seus grupos votem contra.

Já o presidente do grupo parlamentar Vlaams Belang (ultradireitista e independentista flamengo) Gerolf Annemans, pediu que se vote sobre o Governo de Leterme e que não se espere o relatório dos três mediadores nomeados pelo rei.

"A Bélgica é uma nave em uma tempestade e precisa de um capitão forte", disse o responsável parlamentar do partido ecologista flamengo (Groen!), Meryem Almaci.

Leterme disse que alcançará um acordo sobre uma reforma, mas que em primeiro lugar "o país precisa de um Governo neste momento de dificuldades socioeconômicas".

Também destacou que o Governo já alcançou que os cinco membros da coalizão (democratas-cristãos e liberais flamengos e francófonos, e socialistas francófonos) se pusessem de acordo sobre o orçamento e um pacote socioeconômico para vários anos, o que "prova que este Executivo tem força para conseguir" seus propósitos. EFE vl/rr

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