Coalizão contra Bombas de Fragmentação afirma que apenas a proibição é válida

Genebra, 3 nov (EFE).- Quando falta um mês para que se ratifique em Oslo o novo Tratado que proíbe as bombas de fragmentação, e que foi assinado por mais de cem países este ano em Dublin, a Coalizão internacional contra estas armas lançou uma advertência hoje contra do processo paralelo de Genebra que alguns países defendem.

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"Apenas a proibição total da fabricação, do uso, do armazenamento ou do comércio das bombas de fragmentação é válida", disseram hoje ativistas desta Coalizão internacional que reúne cerca de 200 ONGs de 50 países.

A advertência coincide com o início hoje, em Genebra, de uma nova rodada de negociações para tentar definir um protocolo que regule o uso de bombas de fragmentação e seus efeitos humanitários, um processo paralelo que a Coalizão denuncia.

"O projeto de texto revisado que estão estudando é praticamente um reflexo da postura dos EUA, que se nega à proibição desta armas e autoriza um período de transição para deixar de usá-las e fabricá-las em até 20 anos", diz Steve Goose, co-presidente da Coalizão e membro da Human Rights Watch.

Para denunciar este processo paralelo de Genebra, no qual países como EUA, Rússia, China, Índia ou Israel se negam a assumir qualquer compromisso que proíba estas armas, as ONGs, lideradas pela Handicap International, lançaram uma campanha na entrada do Palácio da ONU.

EFE vh/fal

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