Coalizão anti-Síria pede a Exército que defenda o povo e denuncia Hisbolá

Beirute, 9 mai (EFE).- As Forças do 14 de Março, coalizão anti-Síria integrada pela maioria parlamentar libanesa, denunciou a tomada de Beirute Oeste pelo grupo xiita Hisbolá e pediu ao Exército para assumir sua responsabilidade de proteger o povo e os bens públicos.

EFE |

O líder cristão Samir Geagea, dirigente das Forças Libanesas (FL), leu um comunicado após uma reunião de urgência das Forças do 14 de Março em sua casa de Maraab, no nordeste de Beirute.

"O que aconteceu em Beirute é um golpe de Estado contra a legitimidade e a coexistência", disse Geagea.

"Frente à ilegitimidade do golpe contra a Constituição, se requer que o Exército cumpra com seu dever de proteger os cidadãos e suas propriedades", disse.

O comunicado, que utilizou uma linguagem muito dura, restringiu seus ataques ao Hisbolá, mas não se referiu ao grupo xiita Amal do presidente do Parlamento, Nabih Berri.

Segundo as Forças do 14 de Março, o que aconteceu em Beirute foi "uma violação da Constituição, dos acordos de Taif - assinados em 1990 e que puseram fim à guerra civil libanesa - e das resoluções internacionais, especialmente a 1701 da ONU", após a guerra travada no Líbano entre Israel e o Hisbolá, em julho e agosto de 2006.

As Forças do 14 de Março também pediram aos países árabes que assumam suas responsabilidades e ajudem o Líbano frente à "agressão" à soberania nacional. EFE ks-nq-er/ma

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