Coalizão alemã alcança acordo sobre educação, mas diverge sobre economia

Berlim, 12 jan (EFE).- Os partidos da grande coalizão de Governo na Alemanha buscam, entre hoje e amanhã, alcançar um acordo sobre as medidas que serão incluídas no segundo programa de apoio à economia, que, previsivelmente, se centrará nos investimentos públicos com um montante de 50 bilhões de euros.

EFE |

Por enquanto, há acordo entre os governistas - representados pela União Democrata-Cristã (CDU) -, a ala bávara da União Social-Cristã (CSU) e o Partido Social-Democrata (SPD) sobre os investimentos em educação.

A ministra da Educação e Ciência, a democrata-cristã Annette Schavan, elaborou um plano de investimentos para modernizar colégios e universidades, com um orçamento de cerca de 15 bilhões de euros - repartidos em dois anos -, quase um terço do valor total do programa.

Entre os planos concretos está o de instalar em cada universidade alemã uma creche para os filhos dos funcionários e estudantes.

Outros capítulos do plano são centrados na modernização das infra-estruturas em todos os municípios da Alemanha, o que pode impulsionar a economia e contribuir para a geração de emprego.

Junto com os planos para dar novos impulsos à conjuntura através de investimentos públicos, são discutidas medidas para fomentar o consumo privado.

Neste último ponto, no entanto, os partidos da coalizão tentam aliar a necessidade de chegar a um acordo imediato com o desejo de definir um perfil programático, tendo em vista as eleições gerais de 17 de setembro.

A CSU, pressionada após ter perdido a maioria absoluta na Baviera e com a necessidade de se diferenciar de seu partido irmão, a CDU, insistiu nas últimas semanas em incluir reduções tributárias entre as medidas para combater a crise.

Já o SPD propôs um corte da taxa impositiva mínima de 12% para 15%, mas dentro da CDU há correntes que pensam que, se for realizada uma redução dos impostos, é preciso abranger todas as tarifas.

Outra forma de financiar o programa proposta pelo SPD é subir a taxa impositiva máxima -conhecida como o imposto para milionários e que é aplicada a rendas superiores a 250 mil euros anuais- dos atuais 45% até 47,5%. A CDU rejeita veementemente o plano.

Quanto ao tema fiscal, por enquanto o único ponto no qual há acordo é em aumentar o mínimo de existência, que está livre de impostos, dos 7.664 euros aos 8.004 euros anuais.

Outras medidas discutidas são ajudas pontuais a famílias como, por exemplo, pagar aos pais, de uma única vez, 200 euros por cada filho.

Inicialmente, a CDU era contrária à medida, argumentando que os subsídios às famílias haviam aumentado recentemente, mas o partido parece disposto a buscar um compromisso.

Além disso, é estudada a possibilidade de aumentar os subsídios familiares aos desempregados com filhos.

Por outra parte, há diversas propostas em discussão para impulsionar a indústria automotiva, tradicionalmente um dos pilares da economia alemã.

O SPD quer dar 2.500 euros às pessoas que venderem o carro usado, sempre quando o novo for ecologicamente correto.

Paralelamente ao programa de apoio à conjuntura, a coalizão trabalha em um pacote de resgate de empresas, com um valor de cerca de 100 bilhões de euros e que, acima de tudo, deverá dar apoio às firmas que tenham problemas de crédito com a concessão de garantias estatais.

A chanceler e chefe da CDU, Angela Merkel, o ministro de Exteriores, vice-chanceler e candidato à Chancelaria do SPD, Frank Walter Steinmeier, e o chefe da CSU e primeiro-ministro bávaro, Horst Seehofer, apresentarão amanhã os resultados das negociações da coalizão. EFE rz/db

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