CNA, partido de Mandela, celebra centenário de sua fundação

Partido que liderou o combate à segregação racial na África do Sul organiza cerimônia para comemorar aniversário

AFP |

O Congresso Nacional Africano (CNA), no poder na África do Sul após décadas de luta contra o apartheid - o regime racista que discriminava os negros no País -, iniciou neste domingo com uma missa o terceiro e último dia das celebrações de seu centenário, que terminará com um discurso do presidente Jacob Zuma.

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Reuters
O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, ao lado do ativista americano de direitos civis, o reverendo Jesse Jackson (à direita), e o arcebispo Desmond Tutu (à esquerda)
Um ato ecumênico que misturou política e religião, transmitido ao vivo pela televisão nacional, reuniu autoridades do partido e convidados estrangeiros na pequena igreja de Bloemfontein (centro), onde foi fundado o CNA (nesta época Congresso Nacional Indígena Sul-Africano), no dia 8 de janeiro de 1912. Jacob Zuma, oficialmente ocupado com o discurso que pronunciará durante a tarde no estádio de Bloemfontein, não participou da cerimônia. Foi representado pelo vice-presidente, Kgalema Motlanthe.

As celebrações de sábado terminaram nesta mesma igreja, recentemente restaurada, com uma missa de meia-noite dedicada à memória dos ex-líderes do partido, depois que Zuma acendeu a chama do centenário.

Esta chama, abençoada pelo Prêmio Nobel da Paz, o arcebispo e militante contra o apartheid Desmond Tutu, chegará na tarde deste domingo ao estádio de Bloemfontein, depois do discurso de Zuma, previsto para as 16h15 (12h15 de Brasília), e seguido por um espetáculo que resumirá os cem anos do CNA em cem minutos.O ex-presidente Nelson Mandela, de 93 anos, que tem problemas de saúde, não participou dos festejos. Mas pode gravar uma mensagem para os 100 mil espectadores aguardados, segundo os líderes do CNA.

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