Clotilde nega vínculo com inteligência francesa

Jovem professora presa no Irã afirma que nunca teve relações com serviços de inteligência da França

AFP |

A professora universitária francesa Clotilde Reiss, que no domingo retornou para a França depois de passar 10 meses detida no Irã, negou categoricamente que tenha qualquer vínculo com o serviço francês de inteligência.

"Desminto categoricamente as declarações mentirosas de ex-membros da DGSE (Direção Geral de Segurança Externa). Nunca tive relação com os serviços de inteligência. Não conheço os personagens que dizem que eu teria um registro neste serviço", declarou Reiss.

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Clotilde Reiss foi libertada no último fim de semana no Irã

Na segunda-feira, o ex-diretor da DGSE Pierre Siramy afirmou que Clotilde Reiss trabalhou para o país, não como espiã, mas como contato de um representante em Teerã. Imediatamente, o governo francês desmentiu Siramy.

Reiss, 24 anos, professora de francês na universidade iraniana de Ispahan durante cinco meses, foi detida em junho do ano passado, sob a acusação de ter participado nas manifestações antigovernamentais após a polêmica reeleição do presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad.

A libertação de Clotilde Reiss foi anunciada pela Justiça iraniana no último sábado, dia em que o presidente Lula chegou a Teerã para uma visita oficial.

Em um comunicado divulgado no domingo, a presidência francesa agradeceu "particularmente ao presidente do Brasil, Lula, do Senegal, Abdoulaye Wade, e da Síria, Bachar Al Assad, pelo papel ativo a favor da libertação" da jovem francesa.

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