Clooney quer seguir ajudando a África, mas sem adotar crianças

Berlim, 5 dez (EFE).- O ator americano George Clooney diz que pretende seguir aproveitando sua popularidade para apoiar causas beneficentes na África, mas não pensa em adotar crianças, explicou em entrevista publicada hoje pelo jornal alemão Bild.

EFE |

O protagonista de "Syriana" (2005), que amanhã acudirá como convidado a uma das atividades de beneficência mais populares da televisão alemã, "Um Coração Para as Crianças", explica que quer "investir o tempo livre para ajudar em regiões em crise".

Clooney, que esteve no Sudão, no Chade, na República Democrática do Congo -em Goma, palco dos confrontos entre rebeldes e tropas do governo-, denuncia a "catástrofe humana" em que se transformou a região de Darfur, onde "2 milhões de pessoas vivem em campos de refugiados sob constante perigo".

Apesar disto, não tem a intenção de adotar crianças destas regiões como alguns de seus colegas de profissão, explica o ator.

"Acho que há outras pessoas com aptidões educativas muito melhor que as minhas", assinala o protagonista de "Michael Clayton" (2007).

Mesmo assim, Clooney afirma que "certamente" gosta de se ocupar das crianças e destaca, entre um dos últimos projetos aos quais emprestou sua imagem, um hospital no sul do Sudão com capacidade para 15 mil pacientes.

O ator residente em Los Angeles rejeitou o "Coração de Ouro", prêmio que queriam lhe conceder no programa televisivo em benefício dos voluntários de Amel Center, filial da Organização Sudanesa contra a Tortura.

Clooney disse que atores como "Don Cheadle, Matt Dillon, Brad Pitt", e ele mesmo, aceitam prêmios com o objetivo de obter "uma tribuna" para seus objetivos, mas, segundo sua opinião, nesta ocasião o prêmio deveria ir para "aquelas pessoas que arriscam suas vidas a cada dia".

O ator americano nega que se tenha cogitado se mudar para Berlim ou comprar uma casa na capital alemã, como fizeram alguns de seus colegas de Hollywood, e afirma: "quanto mais velho fico, mais falta me faz o calor". EFE umj/jp

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