O ex-presidente americano Bill Clinton partiu nesta terça-feira de Pyongyang em direção aos Estados Unidos acompanhado das duas jornalistas libertadas durante sua visita à Coreia do Norte. Segundo o porta-voz de Clinton, a comitiva deve chegar a Los Angeles, na Califórnia, na manhã desta quarta-feira.

AP
Laura Ling e Euna Lee caminham em direção ao avião no aeroporto de Pyongyang
Laura Ling e Euna Lee se dirigem ao avião no aeroporto de Pyongyang

No desembarque, as jornalistas Laura Ling e Euna Lee serão recebidas por familiares.

Nesta terça-feira, elas receberam um perdão especial do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-Il, após um encontro entre o mandatário com Bill Clinton.

As jornalistas americanas estavam presas desde março, quando foram condenadas a 12 anos de trabalhos forçados, acusadas de terem ter cruzado ilegalmente a fronteira entre a China e a Coreia do Norte.

Exaustivo

Reuters
Encontro aconteceu na manhã desta terça-feira
Encontro aconteceu na manhã desta terça
Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, Pyongyang descreveu o encontro com Clinton como "exaustivo", mas ainda não se sabe se o controvertido programa nuclear do país foi discutido durante a reunião.

Ghattas afirma que a Casa Branca classificou a viagem de Bill Clinton como uma missão particular. A correspondente sugere, no entanto, que é pouco provável que o ex-presidente tenha planejado a viagem à Coreia do Norte sem informar o governo do qual sua esposa é secretária de Estado.

Clinton chegou a Pyongyang em uma visita surpresa que, segundo analistas, teria como principal objetivo obter a libertação das jornalistas americanas presas no país.

O ex-presidente é a personalidade americana de mais alto escalão a visitar a Coreia do Norte desde 2000, quando a então secretária de Estado americana, Madeleine Albright, esteve em Pyongyang.

Prisões
Euna Lee e Laura Ling foram presas em março, depois de supostamente terem cruzado a fronteira da Coreia do Norte com a China. Elas foram condenadas a 12 anos de trabalho forçado por "atos hostis" e por terem entrado ilegalmente no país.

Em julho, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse que esperava que o governo norte-coreano libertasse as duas jornalistas.

As duas estavam fazendo pesquisas para uma matéria sobre refugiados quando foram presas.

A relação entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos ficou mais tensa principalmente após os testes com mísseis realizados por Pyongyang.

Ainda segundo analistas, Kim Jong-Il estaria disposto a melhorar as relações com os Estados Unidos, à medida que se prepara para nomear um sucessor.

Kim teria sofrido um derrame há um ano, e sofre de diabetes e doenças cardíacas. Analistas afirmam que seu terceiro filho já estaria sendo preparado para assumir o poder no país.

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