Clinton viaja amanhã ao Haiti para entregar ajuda humanitária

Nações Unidas, 17 jan (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos e enviado especial da ONU para o Haiti, Bill Clinton, informou hoje que amanhã viajará para o país caribenho junto com uma grande carga de ajuda humanitária para os afetados pelo terremoto de terça-feira.

EFE |

"Como enviado especial da ONU para o Haiti, me sinto com uma profunda obrigação em relação aos haitianos", disse Clinton.

O ex-presidente levará ao Haiti água, alimentos, material médico, lanternas movidas a energia solar, rádios portáteis e geradores, diz a Clinton Foundation por meio de um comunicado de imprensa divulgado em Nova York.

Clinton se reunirá com o presidente haitiano, René Préval, e com outros membros de seu Governo, assim como com representantes de outros países ali presentes para analisar os próximos passos nos trabalhos de ajuda.

O ex-presidente americano disse que sua reunião com Préval procura "garantir que nossa resposta continue sendo dada de maneira coordenada e efetiva".

O enviado especial da ONU para o Haiti também se reunirá com funcionários das organizações humanitárias e voluntários.

No sábado, o presidente dos EUA, Barack Obama, convidou Clinton e o também ex-presidente americano George W. Bush a dirigir uma campanha de arrecadação de fundos em favor do Haiti, em iniciativa que ganhou o nome de fundo Clinton-Bush.

Clinton visitou o Haiti em março de 2009 junto com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, liderando uma delegação que então buscava impulsionar a assistência ao país depois da passagem dos devastadores furacões de 2008.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 15 militares do país que participam da Minustah, a missão da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE emm/bba

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