Clinton pede retomada de negociações de paz entre Israel e palestinos

A secretária de Estado Americana, Hillary Clinton, se reuniu neste sábado com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu para tentar reiniciar as negociações entre israelenses e palestinos. As conversas ocorreram em separado como parte de um esforço renovado do governo americano para reiniciar as negociações, mas não há sinal de progresso nesta retomada.

BBC Brasil |

AP
Benjamin Netanyahu e Hillary Clinton durante entrevista em Jerusalém
Benjamin Netanyahu e Hillary Clinton durante entrevista em Jerusalém

Os dois lados se recusaram a ceder na questão polêmica da construção de assentamentos israelenses em territórios ocupados.

Depois da reunião em Abu Dhabi, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, disse a Clinton que as negociações de paz não poderão ser retomadas até que Israel suspenda totalmente a construção de assentamentos.

A conversa entre Abbas e Clinton foi descrita por Saeb Erekat, negociador chefe dos palestinos, como "franca e difícil".

Já o primeiro-ministro israelense, com quem Clinton se reuniu em Jerusalém, já em Israel, afirmou que a exigência dos palestinos é um "pretexto e obstáculo" para a retomada nas negociações de paz.

Durante a entrevista coletiva em Jerusalém, junto com Clinton, Netanyahu pediu a retomada "imediata" das negociações.

Clinton, por sua vez, concordou com o premiê israelense e pediu que as negociações entre palestinos e israelenses sejam retomadas "o mais rápido possível".

"O que primeiro-ministro ofereceu, especificamente na contenção da política de assentamentos... é sem precedentes no contexto que antecede as negociações", afirmou a secretária de Estado americana na entrevista.

"Quero ver os dois lados começarem as negociações o mais rápido possível", acrescentou.

Sem regredir
Quando Netanyahu assumiu o cargo de premiê israelense há sete meses, o governo de Barack Obama pediu que Israel suspendesse a construção de assentamentos.

Mas, depois das objeções de Israel, o governo americano afirmou que o mais importante para a região era retomar as negociações.

A viagem de Hillary Clinton ao Oriente Médio ocorre dez dias depois de ela ter sugerido ao presidente Barack Obama que ainda é muito cedo para lançar uma negociação mais avançada entre israelenses e palestinos.

De acordo com a correspondente da BBC em Washington e que está acompanhando Clinton, Kim Ghattas, a rápida viagem deste sábado é essencial e parece ter como objetivo garantir que as negociações pelo menos não regridam.

E também garantir que as duas partes continuem em contato, pois, quando as negociações param na região, geralmente é mais fácil uma retomada da violência.

Mas, segundo Ghattas, por enquanto ainda não há sinais de que palestinos ou israelenses estão prontos para ceder.

A visita, segundo a correspondente, provavelmente também serviu como uma mensagem para os dois lados, de que o governo americano vai continuar a pressionar até que as negociações sejam retomadas.

Falando à BBC antes das reuniões deste sábado, Clinton afirmou que um acordo de paz entre Israel e os palestinos é muito importante.

"O fato de que eu esteja na região reforça a seriedade com que estamos (o governo Obama) vendo o nosso desejo de que as partes iniciem uma negociação séria que inclua dois Estados", disse a diplomata.

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