Clinton pede que Irã liberte americanos acusados de espionagem

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, fez um apelo nesta segunda-feira para que o governo iraniano liberte três cidadãos americanos acusados de espionagem que alegam terem cruzado por engano a fronteira entre o curdistão iraquiano e o Irã. Apelamos ao governo iraniano para libertar estes três jovens o mais rápido possível.

BBC Brasil |

Consideramos estas acusações totalmente infundadas", disse ela.

"Eles estavam fazendo uma caminhada quando, infelizmente, eles parecem ter cruzado uma fronteira que não estava visivelmente demarcada", completou.

Também na segunda-feira o ministro das Relações Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki, havia anunciado que os três americanos, presos desde julho, vão ser julgados.

Uso político
Mottaki disse que as autoridades estão levando a cabo "o interrogatório dos três americanos que entraram no Irã ilegalmente com objetivos suspeitos".

"Eles serão levados a julgamento e as decisões serão tomadas", completou o ministro.

Os três frequentaram a Universidade da Califórnia em Berkeley.

Shane Bauer, 27, é jornalista e fotógrafo freelance que cobre o Oriente Médio e a região sudanesa de Darfur. Ele vive em Damasco, na Síria, com Sarah Shourd, 31, professora e escritora.

Josh Fattal, 27, filho de pai iraquiano, é ambientalista e professor no Estado da Pensilvânia e havia viajado para o Oriente Médio para encontrar os amigos e fazer a caminhada.

Correspondentes dizem não descartar que o processo esteja sendo usado politicamente pelo Irã, em um momento em que o país discute com os Estados Unidos seu polêmico programa de enriquecimento de urânio.

Em setembro, as autoridades iranianas permitiram que os três fossem visitados por diplomatas suíços, que representam os Estados Unidos no Irã, já que os dois países não têm relações oficiais.

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