Clinton pede mais ação para baratear anti-retrovirais

O ex-presidente americano, Bill Clinton, pediu nesta segunda-feira mais ação para manter baixo o custo dos medicamentos contra o vírus HIV e a Aids para que um maior número de pessoas tenham acesso a eles. O apelo foi feito em discurso na 17ª Conferência Internacional sobre a Aids inaugurada no domingo na Cidade do México.

BBC Brasil |

Clinton afirmou que drogas anti-retrovirais estão mantendo 3 milhões de pobres vivos mas há necessidade de um aumento de 50% em recursos nos próximos dois anos apenas para acompanhar os programas de expansão de fornecimento dos medicamentos.

O ex-presidente americano advertiu que a batalha contra a doença está longe de acabar.

"A Aids é um dragão muito grande. O dragão mitolótico foi morto por São Jorge, (...) mas este dragão precisa ser morto por milhões e milhões de soldados do povo", afirmou Clinton.

"Nós sabemos que ainda há muito por fazer: expandir prevenção, tratamento e assistência, para fortalecer os sistemas de saúde subdesenvolvidos", acrescentou.

33 milhões de infectados
Dados divulgados às vésperas da conferência indicaram que houve uma pequena redução no número de portadores de HIV em todo o mundo.

Mas em alguns países o ritmo de infecção ainda aumenta e o acesso a tratamento adequado é difícil.

Um total de 23 mil delegados de 172 países - entre políticos, ativistas e portadores da doença - discutirão nos próximos seis dias os vários aspectos da Aids e do vírus HIV, que afetam 33 milhões de pessoas em todo o mundo.

O ex-chefe de Estado americano parabenizou o governo de seu sucessor, George W. Bush, por ter prometido destinar US$ 48 bilhões em cinco anos à luta contra a Aids, tuberculose e malária.

Mais cedo, o presidente do México, Felipe Calderón, anunciou que seu governo oferecerá mecicamentos gratuitos a todos os pacientes de Aids.

De agora até o fim de seu mandato, em 2012, "todos, absolutamente todos os medicamentos anti-retrovirais (serão) proporcionados aos beneficiários gratuitamente".

Calderón disse ainda que autorizará que empresas estrangeiras comercializem de forma gradativa medicamentos genéricos em seu país.

A Assembléia Geral das Nações Unidas e o Grupo dos Oito (G8, que inclui os países mais industrializados do mundo e a Rússia) estabeleceram como meta acesso universal ao tratamento até 2010.

Desde que a Aids foi identificada, há cerca de 25 anos, 25 milhões de pessoas morreram vítimas da doença.

Em alguns países como Rússia, China, Alemanha e Grã-Bretanha, o ritmo de propagação da infecção por HIV vem aumentando.

Na África, onde estão 70% dos casos, acesso aos medicamentos corretos está aumentando mas ainda não há um número suficiente de pessoal médico para ministrar as drogas.

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