Clinton divulga acordo para reduzir preço de remédio antimalária

Por Michelle Nichols NOVA YORK (Reuters) - O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton apresentou na quinta-feira um acordo com seis empresas da China e Índia para reduzir em um terço o preço dos medicamentos contra a malária, além de controlar em 70 por cento a volatilidade do preço de seu ingrediente principal.

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Os medicamentos ACT (sigla para 'combinação de terapias de artemisinina') são recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diante da crescente resistência a tratamentos mais antigos, como o cloroquina.

Mas a oferta de artemisinina, um extrato vegetal há muito tempo usado na medicina chinesa, e cuja produção leva 14 meses, tem se mostrado volátil. Nos últimos quatro anos, o valor do quilo variou de 150 a 1.100 dólares.

'Chegamos a um acordo com os fornecedores em todos os níveis da cadeia de produção, da extração da matéria-prima ao fabricante da droga final, para permitir preços sustentáveis e mais baixos', disse Clinton em entrevista coletiva.

Isso vai beneficiar pacientes em 69 países da África, Ásia, América Latina e Caribe, que participam de um consórcio de compras mantido pela Iniciativa contra o HIV/Aids da Fundação Clinton.

Dois laboratórios prometeram dois tipos de medicamentos ACT a 48 centavos de dólar por tratamento, redução de 30 por cento em relação ao preço atual. Uma terceira droga será vendida a no máximo 91 centavos.

A malária, transmitida por mosquitos, afeta entre 300 e 500 milhões de pessoas por ano, matando mais de 1 milhão delas, segundo a OMS.

O laboratório suíço Novartis é o principal fornecedor mundial da ACT, e até agora vem absorvendo o impacto da volatilidade no preço da artemisinina em vez de repassá-lo aos consumidores. A empresa diz já ter tido um prejuízo superior a 100 milhões de dólares com o medicamento.

A Fundação Clinton disse que o risco financeiro desse mercado afasta outros laboratórios dos medicamentos contra a malária.

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