Clinton deve apoiar governo de transição em visita à Somália

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, reuniu-se nesta quinta-feira com o presidente da Somália Sheikh Sharif Sheikh Ahmed, na capital do Quênia, Nairóbi. Antes do encontro, Hillary manifestou apoio ao governo transitório da Somália, em meio a temores de que o país - sem governo central efetivo desde 1991 - esteja se tornando um refúgio de extremistas islâmicos.

BBC Brasil |

Clinton está em uma viagem de 11 dias pela África e deve passar também por África do Sul, Nigéria, Angola, Libéria, República Democrática do Congo e Cabo Verde.

O ministro do Exterior somali, Muhammad Abdullahi Omar, disse à BBC que os Estados Unidos se comprometeram a ajudar a estabilizar e levar a paz ao país.

"Acreditamos que chegamos a uma fase crítica, na qual esperamos criar a oportunidade para passar para o próximo estágio da estabilização da capital e as regiões próximas e então seguir adiante", afirmou.

Grandes partes do território da Somália não são mais controladas pelo governo. Os militantes do movimento radical islâmico al-Shabab têm cada vez mais força no país e mais de 250 mil pessoas abandonaram suas casas nos últimos três meses.

Apoio de militantes
Há informações de que o al-Shabab - partidário de severas leis islâmicas e acusado de envolvimento com a organização Al-Qaeda - estaria conseguindo apoio de militantes do mundo todo.

No começo da semana a polícia da Austrália prendeu quatro suspeitos de planejar ataques suicidas em uma base militar australiana, afirmando que eles tinham envolvimento com o al-Shabab.

O correspondente da BBC em Nairóbi Will Ross afirmou que o presidente Ahmed precisa de todo o apoio que puder conseguir. Forças partidárias do governo controlam apenas uma pequena área da capital somali, Mogadíscio.

De acordo com Ross, ainda é muito perigoso para a secretária de Estado americana viajar até a Somália, pois os confrontos continuam.

O ministro do Exterior da Somália Muahmmad Abdullahi Omar afirmou à BBC que o apoio do governo americano ao seu governo é uma "oportunidade de ouro".

Os Estados Unidos admitem que forneceram às forças partidárias do governo somali 40 toneladas de armas e munição em 2009 e outro carregamento de armas está previsto, segundo Ross.

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