Clínica não desligará aparelhos de italiana em estado vegetativo

ROMA - A direção da clínica Cidade de Udine, no norte da Itália, anunciou nesta sexta-feira que não desligará os aparelhos que mantém viva Eluana Englaro, uma mulher de 38 anos em estado vegetativo desde 1992, após receber o veto do Governo a uma sentença do Tribunal Supremo que o autorizava.

EFE |

Em uma nota, a clínica anunciou que mudou sua decisão inicial após estudar as possíveis conseqüências que poderia sofrer caso desobedecesse a circular do Ministério da Saúde italiano que proibiu todos os centros médicos, tanto públicos quanto privados, de interromperem a alimentação de pacientes em estado vegetativo.

A clínica "Cidade de Udine" justifica sua decisão pela "confusão que se criou entre as normas administrativas e a possível superposição de competências entre Estado e Regiões".

Em Milão, um homem olha as fotos de Eluana Englaro / AP

Acrescentou que suas análises a "fizeram considerar provável que, caso realizasse o protocolo previsto para Eluana, o Ministério da Saúde poderia adotar medidas que poriam em perigo a atividade do centro, e o trabalho de 300 pessoas".

Giuseppe Englaro, pai de Eluana, que lutou por dez anos para que a Justiça lhe concedesse o direito de desligar os aparelhos de sua filha, terá que buscar um novo centro médico disposto a retirar a sonda.

Ele e a advogada da família, França Alessio, expressaram em uma nota que "respeitavam a decisão da clínica após a circular do Ministério".

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