A secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton, em visita à Índia, se disse neste domingo muito otimista em chegar a um acordo com Nova Délhi sobre a luta contra o aquecimento global, uma questão que divide os países industrializados e as potências emergentes.

"Estou muito confiante: a Índia e os Estados Unidos poderão estabelecer um projeto que modificará espetacularmente a maneira pela qual produzimos, consumimos e preservamos a energia", declarou Hillary durante uma entrevista coletiva à imprensa em Nova Délhi.

Washington quer chegar a um acordo internacional na conferência da ONU sobre aquecimento global, em dezembro em Copenhague, mas tanto Índia, como a China, se recusam a se comprometer com a imposição de metas para suas reduções de emissões de carbono.

"O desafio consiste em se dotar de um acordo mundial que reconheça as necessidades e as responsabilidades dos países desenvolvidos e em desenvolvimento", insistiu Hillary.

"Não elaboraremos a arquitetura de um acordo hoje", reconheceu a chefe da diplomacia norte-americana, saudando as reuniões "muito proveitosas" com o ministro indiano do Meio Ambiente Jairam Ramesh. Hillary estava acompanhada de seu emissário especial para mudanças climáticas, Todd Stern.

A Índia, terceiro maior poluidor do planeta, não quer que a luta contra o aquecimento prejudique seu forte crescimento econômico e atribui aos países ricos a "responsabilidade histórica" das mudanças climáticas, posição compartilhada pelo Brasil.

"Os Estados Unidos não fazem e não farão nada que possa sufocar o desenvolvimento econômico da Índia", assegurou a secretária de Estado.

Hillary Clinton ficará na Índia até terça-feira.

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