Clima: chanceleres europeus querem negociar seriamente

Os chanceleres dos principais países da Europa pediram aos participantes da próxima conferência da ONU sobre o clima, prevista para dezembro, em Copenhagen (Dinamarca), que negociem seriamente para salvar o planeta dos piores estragos do aquecimento global.

AFP |

O grupo destacou o plano do Japão para reduzir em 25% suas emissões de C02 até 2020, mas estimou que apenas um amplo acordo na capital dinamarquesa fará a União Europeia (UE) ser mais ambiciosa em sua oferta sobre a redução das emissões.

A UE já prometeu aumentar a redução de suas emissões de 20% para 30% até 2020, sobre os níveis de 1990, se os demais países fizerem o mesmo.

"Copenhagen será a balança. Se deixarmos as negociações para a indústria, como sempre, não chegaremos ao acordo necessário", disse o chanceler britânico, David Miliband, ao final de um seminário sobre o clima em Paris.

Miliband falou ao lado do chanceler francês, Bernard Kouchner, e do ministro sueco, Carl Bildt, cujo país preside atualmente a União Europeia.

"Faltam apenas três meses para a conferência de Copenhagen e as coisas são urgentes", disse Kouchner, advertindo para o risco de, no futuro, haver cerca de 200 milhões de "refugiados climáticos".

A conferência de Copenhagen será realizada de 7 a 18 de dezembro, com 192 países, que tentarão chegar a um acordo para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, no que se espera ser o sucessor do Protocolo de Kioto, que termina em 2012.

ri/LR

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