Clérigos e deputados iraquianos criticam negociações de acordo com EUA

Bagdá, 9 jun (EFE).- Clérigos e deputados iraquianos criticaram o acordo negociado atualmente entre Washington e Bagdá para regular a presença militar dos Estados Unidos no Iraque, sob a alegação de que a medida acabará com a soberania do país.

EFE |

O clérigo xiita Mohammed Taqi Al-Madrasi afirmou hoje em discurso perante milhares de fiéis na cidade de Karbala, no sul do país, que o acordo "não terá êxito porque os EUA tentam impô-lo aos iraquianos sem respeitar a soberania e a vontade do povo".

Madrasi pediu às partes negociadoras a apresentarem o acordo ao povo iraquiano para que este dê sua opinião antes da assinatura.

O deputado Omar Al-Karbuli, membro do principal bloco sunita, a Frente do Acordo Iraquiano, afirmou que seu partido político "não permitirá que americanos ou outros acabem com a soberania do Iraque".

Para Karbuli, o Iraque deve manter sua soberania nos setores político, econômico e de segurança.

Outro deputado da Frente do Acordo Iraquiano, Hussein Al-Faluyi, disse em comunicado que o Parlamento tem a intenção de elaborar uma lei que permita ao povo obter uma compensação pelos danos causados pelas tropas americanas.

Segundo Faluyi, o objetivo dessa norma é explicar os mecanismos necessários para que os cidadãos iraquianos, prejudicados como conseqüência da presença dos EUA no país, possam conseguir as compensações adequadas.

Essa lei é discutida dentro do Parlamento iraquiano paralelamente a um debate sobre uma série de acordos legais e militares dentro de um pacto global entre Bagdá e Washington - que incluem a possível extensão do prazo de permanência da missão americana no Iraque.

Como a missão internacional sob mandato da ONU que rege as tropas americanas termina em 31 de dezembro, o Governo do presidente dos EUA, George W. Bush, negocia com Bagdá o aumento deste período.

As negociações giram em torno do tempo de permanência das bases americanas no Iraque, o controle do espaço aéreo e o status dos contratistas civis e das empresas particulares de segurança. EFE am/wr/dp

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG