Clérigo xiita Moqtada al-Sadr volta ao Iraque após exílio

Inimigo declarado dos Estados Unidos, Sadr é acusado por inúmeras mortes após a invasão de 2003

Reuters |

O clérigo radical xiita Moqtada al-Sadr retornou ao Iraque nesta quarta-feira após anos de exílio voluntário no Irã, após sua facção ter fechado um acordo para participar de um novo governo, informaram seus partidários.

Líder de uma milícia antes considerada pelos Estados Unidos a maior ameaça ao Iraque, al-Sadr poderia impulsionar o primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que tenta formar seu segundo governo antes de uma retirada completa dos soldados norte-americanos neste ano.

AP
Moqtada al-Sadr (D) liderou movimento contra as forças americanas no Iraque
Sadr liderou um movimento que enfrentou as forças norte-americanas e é acusado por inúmeras mortes durante o conflito sectário após a invasão de 2003 liderada pelos EUA.

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Centenas de seguidores foram à mesquita do imã Ali para gritar o coro "sim, sim a Moqtada" enquanto Sadr chegava ao local, vestido com um manto preto. Outros se reuniram em frente à sua casa e escritório, onde a segurança era grande.

Mazan al-Sadi, clérigo sadrista em Bagdá, disse que Sadr visitou, nesta quarta-feira, a cidade santa xiita de Najaf, no sul do Iraque, além do túmulo de seu pai antes de ir para a casa de sua família em Hanana.

O porta-voz do governo Ali al-Dabbagh disse que o retorno de Sadr é positivo para a estabilidade política do país. Mas muitos iraquianos sunitas viram a volta do clérigo com apreensão.

Sadr, filho de uma religiosa família xiita, estimulou o sentimento antiamericano após a queda do ditador Saddam Hussein e liderou duas revoltas contra as forças dos EUA em 2004.

Ele deixou o Iraque em 2006 ou 2007 após a emissão de um mandado de prisão. Suspeita-se que ele tenha passado os últimos anos na cidade iraniana de Qom, realizando estudos religiosos.

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