Clérigo saudita diz que garotas devem se manter reservadas

RIAD (Reuters) - O principal clérigo da Arábia Saudita disse nesta segunda-feira que as garotas sauditas devem se manter reservadas frente a forças liberais que querem ocidentalizar o estilo de vida dos jovens sauditas. A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, é um rígido Estado islâmico de 25 milhões de pessoas onde religiosos e reformistas se enfrentam em uma disputa sobre o futuro do país. O rei Abdullah é visto como um reformista cauteloso.

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"Eles a querem sem o véu, se movimentando e viajando por conta própria, se envolvendo em relacionamentos com qualquer um que ela quiser e chamando quem ela quiser para iniciar amizades com quem quiser", disse o Grande Mufti Xeque Abdul-Aziz Al al-Sheikh em um comunicado publicado pela agência de notícias estatal Spa.

Ele disse que o sistema educacional necessita de professores que possuam princípios conservadores no centro de suas vidas. "Aqueles que ensinam em universidades devem adotar a qualidade desejável para a promoção da virtude e prevenção do vício", disse ele.

A Arábia Saudita tem uma força especial de policiais religiosos chamada de "Comissão para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício" que promove a segregação dos sexos em grande parte do país árabe, que concentra os lugares mais sagrados do Islã.

O Mufti alertou sobre o uso de telefones celulares e mensagens como maneira de quebrar o código moral mantido pelo rígido governo religioso.

"Garotas muçulmanas, há várias pessoas que querem seduzir as garotas mantendo contato por telefone, e como eles desejam que as mulheres finalmente sejam suas vítimas, e há várias mulheres que teriam acreditado neles", ele disse se dirigindo à garotas sauditas.

Muitos sauditas buscam refúgio na Internet para escapar da vigilância e manter relações. Telefones celulares também têm sido usados por homens para pressionar mulheres solteiras, ameaçando-as com possíveis fotos que eles possam ter delas.

(Reportagem de Asma Alsharif)

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