Clérigo radical acusa EUA de organizar atentados em Jacarta

Jacarta, 23 jul (EFE).- O clérigo radical islâmico indonésio Abu Bakar Bashir acusou os serviços de inteligência dos Estados Unidos de terem organizado os atentados cometidos em Jacarta na sexta-feira passada, nos quais nove pessoas morreram , informou hoje a imprensa local.

EFE |

Considerado como o líder espiritual da Jemaah Islamiya, o braço da Al Qaeda no Sudeste Asiático, Bashir denunciou que a CIA, a agência de inteligência americana, está por trás das duas explosões em hotéis de luxo no centro da capital, segundo o jornal "The Jakarta Globe".

"É a CIA, exatamente como nos atentados de Bali. A CIA dirigiu os mujahedins que queriam participar da jihad (guerra santa)", afirmou o clérigo.

"Não é simples entrar e sair de um hotel levando uma bomba, mesmo se levá-la por partes. Por isso, tenho meus motivos para dizer que isto tem que ser um plano da CIA para desacreditar o Islã", argumentou Bashir.

No entanto, ele se negou a condenar a ação terrorista e ressaltou que "EUA e Austrália não vencerão" e que estão "aterrorizados" diante da Al Qaeda.

Bashir foi preso por envolvimento com os atentados de Bali em 2002, que mataram 202 pessoas. Agora, ela argumenta que os islamitas indonésios não estão capacitados para elaborar bombas sofisticadas.

A Polícia indonésia continua investigando o duplo atentado, um dia depois de divulgar os retratos dos dois supostos terroristas suicidas e de interrogar uma das supostas esposas de Noordin Mohammed Top, considerado como o mentor do atentado.

A principal linha de investigação se centra em uma facção radical da Jemaah Islamiya liderada pelo malaio, especialista em fabricar bombas e o terrorista islamita mais procurado do Sudeste Asiático.

Top é acusado de ser um dos responsáveis pelos atentados de Bali de 2002 e de planejar outras ações terroristas. EFE jpm/bba

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