Clérigo muçulmano pede jejum contra bloqueio de Gaza

Cairo, 13 fev (EFE).- Um importante clérigo muçulmano pediu hoje aos fiéis que façam jejum para conseguir a reabertura da fronteira de Rafah, que une o Egito à Faixa de Gaza, informou a rede de televisão Al Jazira.

EFE |

A chamada foi feita por Youssef al Qaradawi, secretário-geral da Federação Mundial Islâmica, "pelo sofrimento dos 1,5 milhão de habitantes de Gaza pelo fechamento de suas fronteiras com Israel e Egito".

Estas fronteiras, incluindo a de Rafah, que une Gaza ao Egito, foram fechadas em junho de 2007, depois que o Hamas tomou o controle da faixa, após expulsar pelas armas os partidários do Governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Segundo Israel, o bloqueio é feito para evitar que o Hamas receba armas contrabandeadas.

"Transformemos a próxima semana em uma semana de jejum e de orações a Deus para que se abra este posto de fronteira (de Rafah), a fim de aliviar o sofrimento de nossos irmãos palestinos", afirmou Qaradawi em mensagem divulgada pela rede de TV com sede no Catar.

Qaradawi, de nacionalidade egípcia, é um dos clérigos mais importantes do mundo muçulmano. No mês passado, ele liderou uma delegação da Federação Mundial Islâmica que viajou por países da região para pedir a solidariedade com Gaza.

A faixa palestina sofreu uma intensa ofensiva de Israel, que matou cerca de 1.400 pessoas entre 27 de dezembro e 18 de janeiro, após ter seu território atacado pelo Hamas a partir de 16 de dezembro, três dias antes do fim do cessar-fogo. EFE nq/jp

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