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Clérigo iraniano chama EUA de inimigos

Teerã, 2 dez (EFE).- O clérigo e presidente da Assembléia de Especialistas do Irã, Ali Akbar Hashemi Rafsanjani, afirmou hoje que os Estados Unidos são os principais inimigos da República Islâmica Iraniana.

EFE |

O ex-presidente iraniano atacou com raiva a política de Washington no Oriente Médio em um momento no qual voltavam a aparecer indícios de uma eventual aproximação entre os dois países.

Durante a campanha eleitoral, o futuro presidente americano, Barack Obama, apontou a possibilidade de entabular com o Irã um diálogo incondicional prévio.

"Os Estados Unidos estão equipando seu Exército para nos enfrentar. Embora estejam feridos pelas guerras do Iraque e do Afeganistão em sua tentativa de controlar o mundo, ainda têm os dentes afiados", disse Rafsanjani durante seu discurso em uma palestra no Parlamento.

O clérigo, considerado um dos pesos pesados do regime iraniano, advertiu, no entanto, que a situação no Irã "é delicada" e por isso pediu a todos os cidadãos a fortalecer o país com a unidade.

"Devemos seguir o caminho (da Revolução Islâmica) através da unidade e seguindo o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, para superar a situação criada" pelos estados ocidentais, acrescentou Rafsanjani, segundo a agência de notícias estudantil "Isna".

Mesmo assim, ressaltou que nos últimos 30 anos Irã "conseguiu se manter em pé sem necessidade de pedir ajuda a nenhuma potência estrangeira".

Irã e Estados Unidos romperam seus laços diplomáticos após o triunfo em 1979 da revolução islâmica que acabou com o regime do último Xá da Pérsia, o pró-americano Mohamad Reza Pahlevi.

Após um tímido esboço de aproximação durante a Administração do ex-presidente americano Bill Clinton, as relações entre Teerã e Washington se deterioraram ainda mais em 2002, após o início de um programa nuclear secreto iraniano, que segundo os Estados Unidos e Israel, tem finalidade militar.

Teerã nega a acusação e alega que o objetivo de seu projeto atômico é o uso civil pacífico.

Ontem, em entrevista publicada pelo jornal americano "Wall Street Journal", o embaixador do Irã na Agência Internacional para a Energia Atômica (AIEA) em Viena, Ali Ashgar Soltanieh, disse que se Obama realmente dispensar condições prévias para o diálogo, abriria o caminho para uma melhora notável nas relações bilaterais.

Soltanieh disse, além disso, que seu país estaria então "completamente disposto" a dialogar com os Estados Unidos. EFE msh-jfu/jp

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