Clérigo iraniano acusa UE de uso político do terrorismo

Teerã, 26 jan (EFE).- O aiatolá Ahmad Khatami, encarregado de ditar o sermão oficial da sexta-feira no Irã, atacou hoje a União Europeia, acusando-a de mentir e de utilizar o terrorismo como mera ferramenta política.

EFE |

O clérigo reagiu assim à decisão adotada hoje mais cedo pelo Conselho de Ministros de Relações Exteriores europeus de excluir a milícia opositora iraniana "Mujahedin Khalq" (Combatentes do Povo) da lista de organizações terroristas.

"O passo dado demonstra que a União Europeia mente quando fala da luta contra o terrorismo", declarou Khatami à agência semi-oficial de notícias iraniana "Mehr".

Neste sentido, o clérigo disse à UE que os Mujahedin Khalq "têm as mãos manchadas com o sangue de mais de 13 mil pessoas inocentes".

Bruxelas "demonstrou com este gesto que termos como 'democracia' e 'luta contra o terrorismo' não são mais que palavras que utiliza como ferramenta política", afirmou.

Além disso, emoldurou a decisão dos ministros europeus no que denominou de "a arrogância ocidental" contra a Revolução Islâmica que triunfou no Irã há 30 anos.

"A União Europeia e EUA não terão mais remédio do que reconhecer ao Irã islâmico como uma potência", afirmou.

O grupo Mujahedin Khalq (Combatentes do Povo) foi fundado em 1965 como uma organização marxista-islâmica de oposição ao Xá Reza Pahlevi.

Em 1980, após a vitória da revolução islâmica capitaneada pelo aiatolá Ruhollah Khomeini, o movimento foi obrigado a fugir do Irã por divergências com o novo regime e foi amparado pelo Governo iraquiano do então presidente Saddam Hussein. EFE msh-jm/jp

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