Clara Rojas celebra a liberdade um ano após o final de seu seqüestro

Madri, 10 jan (EFE).- A liberdade foi mais bonita que o esperado, afirma Clara Rojas um ano após sua libertação de seis anos de prisão na floresta sob as mãos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

No dia em que se completa um ano de sua libertação, a advogada colombiana seqüestrada pelas Farc junto com a então candidata presidencial Ingrid Betancourt expressa em uma entrevista à revista espanhola "Yo dona" seu agradecimento especial às pessoas que a param na rua, lhe abraçam ou lhe perguntam por seu filho.

"Isso me ajuda a ficar bem", afirma Clara Rojas, que acrescenta que agora seu filho, concebido e nascido na selva, é o centro de seu universo.

"Emmanuel é a prioridade em minha vida, é uma luz no caminho como o foi durante meu cativeiro, por ele sobrevivi", declarou Clara Rojas.

Desde sua libertação no dia 10 de janeiro de 2008, na chamada operação Enmamnuel, Clara Rojas pediu que respeitassem seu silêncio, pois precisava se reencontrar com seu filho e se recuperar das seqüelas do cativeiro.

A advogada colombiana, quem tem uma lembrança emotiva de todos os reféns, escreve agora um livro no qual relata sua experiência e tenta comentar como foram os obstáculos mais duros que enfrentou.

Convencida que sobreviver no cativeiro é um trabalho que é necessário ser enfrentado "com muito esforço desde o primeiro dia", Clara Rojas evita se prender ao papel de vítima e prefere apresentar seu seqüestro como uma oportunidade para retomar sua vida com objetivos renovados.

Embora reconheça que é verdade que em algumas ocasiões durante seu cativeiro se desesperou, "pois não sabia se ia morrer ou se continuaria com as mesmas pessoas", reconhece que mudou seu trato com as pessoas que a cercam tornando-se mais amável e tolerante. EFE me/fal

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