Bogotá, 4 mai (EFE).- A ex-candidata à Vice-Presidência da Colômbia Clara Rojas, sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e libertada em janeiro último, afirmou hoje que a possibilidade de um acordo humanitário que permita o retorno dos demais reféns a seus lares está em um beco sem saída, apesar dos esforços do Governo francês.

A ex-candidata vice-presidencial da chapa de Ingrid Betancourt para as eleições de 2002 admitiu que o retorno da franco-colombiana não será fácil, e que apesar do trabalho realizado pela França, não foram notados sinais que apontem para uma possível libertação de reféns.

"Aparentemente, nesta semana estamos em um beco sem saída, como se não houvesse caminho. Mas esses momentos são os que permitem buscar alternativas para todos", disse.

Rojas foi seqüestrada junto a Betancourt em fevereiro de 2002, e libertada em 10 de janeiro deste ano junto com a ex-congressista Consuelo González de Perdomo.

As Farc têm um grupo de 40 reféns, dentre os quais se inclui Betancourt, que pretendem trocar por 500 de seus homens presos na Colômbia e nos Estados Unidos.

O ministro de Exteriores francês, Bernard Kouchner, também reconheceu nesta sexta-feira que não está muito otimista quanto à libertação de Betancourt, depois de sua viagem por Colômbia, Equador e Venezuela. EFE fer/bm/gs

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