Civis são obrigados a fugir na RDC de ataques de rebeldes ruandeses

Kinshasa, 17 fev (EFE).- Pelo menos cinco mil civis se refugiaram na cidade de Pinga, no nordeste da República Democrática do Congo (RDC), para fugir dos ataques de rebeldes ruandeses que ocuparam novamente posições que tinham abandonado com o avanço das tropas da coalizão militar do país com a Ruanda.

EFE |

Pinga fica situada 200 quilômetros ao nordeste de Goma, a capital da província congolesa de Kivu Norte, palco de confrontos entre rebeldes congoleses e o Governo de Kinshasa no ano passado.

Desde 20 de janeiro, a província também é alvo de operações conjuntas das Forças Armadas Congolesa (FARDC) e as Forças de Defesa Ruandesas (RDF) contra os insurgentes ruandeses.

Porta-vozes da Missão das Nações Unidas na RDC (Monuc) disseram que os milicianos das Forças Democráticas para a Libertação de Ruanda (FDLR) assassinaram várias pessoas, em resposta aos ataques dos soldados congoleses e ruandeses contra suas bases no nordeste congolês.

As FDLR voltaram a ocupar as posições que abandonaram nas localidades de Lukala, Mbuye e Katango com o avanço das tropas da coalizão da RDC com Ruanda, acrescentaram as fontes.

Os civis receberam ameaças de morte das FDLR, que os acusam de fornecer informações às forças conjuntas.

Os militares da ONU tentam proteger os civis que permanecem em Pinga, onde fazem patrulhas durante as 24 horas do dia, destacam as fontes da Monuc.

Os moradores pediram que a Missão da ONU estenda sua proteção aos campos de lavoura que a comunidade teve que abandonar para não serem vítimas da violência originada pelos rebeldes ruandeses. EFE py/db

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