Civis afegãos correm mais perigo do que nunca, diz AI

Os civis no Afeganistão correm atualmente mais risco de vida do que nunca, desde a queda dos talebans em 2001, alertou nesta quinta-feira a Anistia Internacional. Além disso, a instituição conclamou a Otan a investigar um confronto em uma clínica do leste do país.

AFP |


A organização de defesa dos direitos humanos citou um bombardeio em Kandahar, no sul do país, que deixou 43 mortos e 65 feridos na terça-feira, e o cerco a uma clínica do leste do Afeganistão no dia seguinte como os últimos exemplos da ressurgência da violência que atingiu o pico em agosto, durante a campanha eleitoral.

"Enquanto o resultado das eleições no Afeganistão ainda não estiver definido, o perigo e a insegurança que enfrentam milhões de afegãos vai continuar, e são agora na verdade mais fortes do que nunca", destacou Sam Zarifi, diretor da AI para a região Ásia-Pacífico, em comunicado.

"As formações que combatem o governo, entre as quais os talebans, demonstraram um constante desprezo com a segurança dos civis ao atacar afegãos que querem construir seu futuro através das urnas, e não das armas", acrescentou.

O governo afegão e seus aliados internacionais se esforçaram para proteger os afegãos durante a campanha eleitoral, "mas também devem provar que respeitam o Estado de direito, investigando rapidamente e punindo quaisquer violações" do direito internacional, diz o texto.

A AI pediu à Otan que investigasse enfrentamentos ocorridos em uma clínica da província de Paktita (leste), um dos feudos dos rebeldes perto da fronteira paquistanesa.

Doze talebans e um soldado americano morreram durante o confronto.

Segundo a Otan, os rebeldes tinham invadido a clínica para dar atendimento médico a um de seus comandantes que estava ferido.

"Se os talebans utilizaram esta clínica como refúgio nos combates, cometeram uma grave violação", ressaltou Zarifi.

"Porém, se eles estavam na clínica em busca de atendimento, as forças da Otan não poderiam ter atirado", destacou.


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