Civis abandonam capital somali em meio a combates entre radicais e Governo

Mogadíscio, 15 mai (EFE).- Grandes grupos de civis seguem deixando Mogadíscio, capital da Somália, enquanto a cidade se mantém em aparente calma após sete dias de luta entre as milícias leais ao Governo e os grupos radicais islâmicos que tentam destituí-lo.

EFE |

Serviços de ajuda e organizações humanitárias locais disseram hoje à Agência Efe que os combates deixaram mais de 130 mortos, centenas de feridos e aproximadamente 42 mil deslocados.

Por sua vez, o Governo confirmou 103 mortes, 420 feridos e 18 mil deslocados. Muitos deixam algumas áreas da cidade porque já não é possível encontrar comida.

A situação na capital somali é de grande tensão, com movimentos de combatentes e alguns disparos isolados de artilharia. Os combates podem ser retomados a qualquer momento.

Tanto o líder radical Sheikh Hassan Dahir Aweys, acusado pelas Nações Unidas de querer derrubar o Governo, como a milícia de Al Shabab - ligada à Al Qaeda, segundo os Estados Unidos -, mantêm a intenção de derrubar o Governo de Sharif Sheikh Ahmed, apoiado pela comunidade internacional.

Nos sermões de hoje - sexta-feira, dia sagrado muçulmano -, os imames de diversas mesquitas de Mogadíscio qualificaram os combates de "imoralidade" e pediram que "se deixe de matar o povo".

Por sua parte, o líder da Al Shabab, Sheikh Abu Bakr Ahmed, ameaçou hoje os clérigos muçulmanos somalis, que os criticam, e disse que eles serão tratados como "amigos do inimigo".

Por sua parte, a Missão da União Africana na Somália, que apoia o Governo de Sheikh Ahmed, assegurou que manterá o controle da cidade de Mogadíscio e pediu aos civis que não sucumbam ao pânico. EFE ia/dp

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