Cirurgia para retirar agulhas de menino é adiada devido a infecção

Rio de Janeiro, 17 dez (EFE).- A cirurgia para a retirada de 42 agulhas de um menino de dois anos foi adiada devido a uma infecção provocada por um dos objetos no coração, informaram hoje fontes médicas.

EFE |

O Hospital Ana Nery, em Salvador, para onde o menor foi transferido hoje, disse que o estado do menino continua "grave, mas estável", devido a uma infecção causada no coração por uma das agulhas, como mostrou um exame realizado hoje à tarde.

De acordo com o boletim médico, o menor "está consciente e respira sem a ajuda de aparelhos".

O menor foi submetido a partir de hoje a um tratamento com antibióticos e a acompanhamento médico permanente durante dois dias.

Depois desse prazo, a data de uma possível cirurgia será definida.

O menino foi internado pela primeira vez após sentir dores abdominais. As radiografias posteriores revelaram inicialmente que tinha cerca de 50 agulhas no corpo, número que hoje foi retificado para 42.

A Justiça da Bahia aceitou hoje o pedido da Polícia Civil do município de Ibotirama (BA) e decretou a prisão temporária dos três suspeitos de colocar as agulhas no corpo do menor.

Ontem, o padrasto do menino, que estava em local desconhecido e foi detido pela Polícia, confessou ter colocado as agulhas com a ajuda de sua amante e da proprietária de um centro de rituais religiosos.

Roberto Carlos Magalhães, de 30 anos, assegurou que levou o menino várias vezes até a casa de uma mulher chamada Angelina, onde cravou as 42 agulhas com sua colaboração e de uma terceira pessoa, cujo nome não foi divulgado.

A mãe da criança não quis se pronunciar sobre o rumo das investigações. EFE wgm-edv/bba

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