Circuncisão reduz risco de contrair HIV, dizem especialistas

A circuncisão está surgindo como uma arma importante para o combate à Aids, após estudos realizados na África subsaariana que revelam que esta prática reduz à metade o risco de contrair o HIV, anunciaram pesquisadores dos Estados Unidos nesta segunda-feira, na Cidade do México.

AFP |

A descoberta, apresentada no primeiro dia da XVII Conferência Internacional sobre Aids, é apontada como uma espécie de "vacina cirúrgica", um método barato e simples para proteger os homens da Aids.

Seus defensores afirmam que a maior beneficiada seria a África subsaariana, onde vivem dois terços das 33 milhões de pessoas infectadas com o HIV no planeta.

Sobre a preocupação de que os circuncisados poderiam abandonar o uso de preservativos, os autores do estudo destacaram que uma pesquisa feita no Quênia não revelou qualquer incremento da conduta de risco entre os homens que retiraram o prepúcio.

"Os resultados deste estudo sugerem que é improvável um aumento do comportamento de risco. Ele até pode declinar", disse Robert Bailey, pesquisador da Universidade de Illinois (EUA) e um dos autores do trabalho no Quênia, que incluiu 1.319 circuncisões.

Outra pesquisa, realizada por Bailey para a ONG americana Population Services International (PSI), no Zâmbia, observou que a circuncisão não afetou o desempenho sexual, pelo contrário, deixou o pênis mais firme e deu mais prazer sexual.

O estudo, que durou dois anos, analisou 2.784 homens com entre 18 e 24 anos.

Segundo seus defensores, a circuncisão é eficaz porque o prepúcio é um ponto de entrada fácil para o HIV, devido à presença das chamadas células Langerhans.

ri/LR

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