Circuncisão não reduz riscos nas relações homossexuais

Recentes estudos mostraram que a circuncisão reduzia em mais de 50% o risco de infecção com o vírus da Aids. Mas um novo trabalho divulgado nesta terça-feira mostra que ela não parece fazer diferença alguma nas relações sexuais entre homens.

AFP |

Essa conclusão é fruto de uma vasta análise de várias pesquisas feitas anteriormente que não mostram de maneira clara que a circuncisão diminui o risco de se contrair o vírus da imunodeficiência humana (HIV) ou outras doenças sexualmente transmissíveis entre os homossexuais, explicam os autores do estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) de 8 de outubro.

Os testes clínicos realizados na África mostraram que a circuncisão reduz de 50 para 60% o risco de transmissão do HIV da mulher para o homem, uma descoberta que levou os especialistas a falar "de uma vacina cirúrgica", um método barato e sem risco para proteger os homens da Aids.

Esses estudos levam também a crer que a circuncisão poderá proteger os homens heterossexuais de outras doenças venéreas como a sífilis ou a chlamydia, uma bactéria particularmente contagiosa.

Mas os efeitos benéficos da circuncisão ainda são muito desconhecidos nos homens que praticam relações homossexuais.

O Dr Gregorio Millett dos Centros Federais de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) realizou uma meta-análise de 15 estudos que examinam a ligação entre circuncisão e taxas de infecção com o HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Esses estudos foram realizados com 53.567 homens, dos quais 52% eram circuncidados.

Os pesquisadores concluíram que o risco de ser infectado com o HIV era muito pouco menor entre os indivíduos circuncidados, uma diferença estatisticamente insignificante.

js/dm

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