Circuncisão de homens não protege mulheres da Aids

A circuncisão de homens soropositivos não reduz o risco de transmissão do vírus da Aids para as mulheres durante relações sexuais, revela um estudo realizado em Uganda e cujos resultados serão publicados nesta sexta-feira.

AFP |

Em 2005 e 2007, três estudos realizados na África (Quênia, Uganda e África do Sul) mostraram que a circuncisão de homens não infectados reduzia em entre 50% e 60% o risco de contaminação dos próprios pelo HIV.

Estes resultados levaram a Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomendar, em março de 2007, a inclusão da circuncisão entre as estratégias de prevenção da Aids para limitar a transmissão do HIV à mulher.

O estudo, publicado na revista britânica The Lancet, afirma que "a circuncisão de homens com o HIV não reduz a transmissão do vírus a suas parceiras".

Dirigido por Maria Wawer, da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health de Baltimore (EUA), a pesquisa envolveu 922 homens soropositivos, com entre 15 e 49 anos, que vivem no distrito de Rakai, em Uganda, além de suas companheiras.

O estudo comparou as taxas de transmissão do HIV em 92 casais nos quais o homem era circuncisado com outros 67 casais, onde o parceiro não era circuncisado.

A taxa de infecção das mulheres foi mais elevada no grupo dos homens circuncisados (18% ou 17 de 92 mulheres) que no grupo de controle (12% ou 8 de 67).

A maior contaminação entre as parceiras dos circuncisados ocorreria, segundo os pesquisadores, devido a relações precoces após a cirurgia, apesar da recomendação para se esperar a cicatrização completa antes de qualquer atividade sexual.

ah/LR

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