Cinzas de vulcão voltam a atrapalhar tráfego aéreo na Argentina e Uruguai

Companhias brasileiras estão entre as que cancelaram voos para os dois países por causa do Puyhue

iG São Paulo |

Companhias aéreas cancelaram todos seus voos nesta sexta-feira os terminais da capital argentina de Aeroparque, que opera voos domésticos e para países vizinhos, e alguns serviços no aeroporto internacional de Ezeiza, por causa de um remanescente da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyhue. Voos das companhias brasileiras Gol e Tam estão entre os afetados.

No Uruguai, o Aeroporto Internacional de Carrasco de Montevidéu registrou atrasos e cancelamentos. A diretora de Meteorologia Aeronáutica do Uruguai, Laura Vanoli, explicou ao jornal uruguaio "El País" que não se trata especificamente de uma nuvem, mas um remanescente das cinzas que permanecem no espaço aéreo uruguaio.

O terminal de Carrasco se encontra em alerta pelo aumento das cinzas no espaço aéreo no sul do Uruguai. As cinzas estariam situadas, de acordo com o "El País", no pampa entre Buenos Aires e Montevidéu.

Os ventos em direção leste que arrastam as cinzas poderiam complicar ainda mais as operações no Ezeiza, em Buenos Aires, além de trazer imprevistos para voos que utilizarem a rota aérea para Mendoza.

Ao recomendar que os passageiros verifiquem com cada companhia aérea a situação dos voos, a empresa Aeropuertos 2000 explicou “as operações aéreas em alguns dos aeroportos sofreram diversas mudanças devido às cinzas do Puyehue”.

Em comunicado, a chilena LAN indicou que a companhia “resolveu não operar seus voos programados no Aeroparque e no Aeroporto Internacional de Ezeiza até que as condições sejam favoráveis e se tornem compatível com os padrões máximos de segurança da companhia”.

Companhias brasileiras

A GOL cancelou seus voos programados com origem e destino em Buenos Aires, Assunção e Montevidéu. O voo G3 7456, que faria o trajeto São Paulo-Buenos Aires-Santiago vai operar, excepcionalmente, rota direta para a capital chilena. A companhia afirmou que já começou a contatar os clientes que tiveram a programação alterada via telefone e email. Segundo a Gol, será providenciada reacomodação sem cobrança de taxas ou, se o cliente preferir cancelar a viagem, o reembolso no valor integral da passagem.

Mais informações pelos telefones 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina), 595 21 454-772 (Paraguai) e 5098-2403-8007 (Uruguai).

A TAM cancelou todos os seus voos com origem e destino em Buenos Aires, tanto nos aeroportos de Ezeiza quanto Aeroparque. Segundo a companhia, os clientes serão reacomodados nos próximos voos disponíveis sem cobrança de taxa.

A recomendação é que os clientes telefonem para a Central de Atendimento antes de se dirigir ao aeroporto. Os telefones são: 4002-5700 (capitais do Brasil,; 0800-570-5700 (demais localidades do Brasil), 0 810 333 3333 (Argentina), 56 2 6767 900 (Chile); 595 21 659 5000 (Paraguai); 000 4019 0223 (Uruguai).

De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Marcelo Seluchi, uma frente fria que deve chegar neste sábado ao sul do Brasil poderá trazer a nuvem de cinzas do vulcão chileno para o País.

Satélites

Na quarta-feira, uma nova cratera foi detectada no complexo vulcânico Puyehue, no sul do Chile, segundo as imagens divulgadas nesta quarta-feira pelo satélite Spot 4.

As fotografias evidenciam que, no último dia 25, já existia uma nova cratera no maciço vulcânico, situado 950 quilômetros ao sul de Santiago, cujas cinzas perturbaram o tráfego aéreo de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Brasil, Nova Zelãndia e Austrália nas últimas semanas.

Os satélites Spot 1 e Spot 4, construídos pela empresa Astrium para a Agência Espacial Francesa, estiveram nas últimas semanas a cargo do monitoramento da erupção do vulcão e, particularmente, do movimento das cinzas.

O Puyehue, que se estende ao longo de 15 quilômetros entre as regiões chilenas de Los Lagos e Los Ríos, na Cordilheira dos Andes, entrou em erupção no último dia 4. Sua coluna de cinzas chegou a alcançar até 12 quilômetros de altura e deu volta ao mundo.

Com AFP

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