Cinzas de vulcão islandês se dirigem a aeroporto de Heathrow, em Londres

Erupção do Grimsvöth forçou cancelamento de 500 voos em toda a Europa; Escócia é país mais atingido com paralização do tráfego

iG São Paulo |

A nuvem do vulcão islandês Grimsvöth pode chegar ao aeroporto londrino de Heathrow - maior hub internacional - ainda nesta terça-feira. As cinzas vulcânicas do Grimsvöth já causaram o cancelamento de 500 voos em toda a Europa, segundo a Eurocontrol, organização de controle do tráfego áereo.

Por conta da nuvem de cinzas, milhares de passageiros foram impedidos de decolar nesta terça-feira milhares de passageiros, principalmente na Escócia, com a paralização do tráfego no norte europeu.

"A nuvem chegou na Escócia e na Irlanda do Norte", explicou Brian Flynn, chefe de operações da Eurocontrol. "Até o fim do dia, a nuvem deve alcançar o sul da Escandinávia, a Dinamarca e parte do norte da Alemanha. Depois, deve continuar para o sul e alcançar primeiro a França e depois a Espanha, mas é difícil saber quando", afirmou.

Companhias aéreas como British Airways, KLM, Easyjet e Aer Lingus suspenderam  voos que tem como destino final a Escócia até, pelo menos, esta terça-feira à tarde.

A Comissão Europeia, no entanto, anunciou nesta terça feira que não prevê o fechamento de uma grande área do espaço aéreo da União Europeia (EU).

nullA autoridade finlandesa de aviação Finavia considerou que a densidade da nuvem era muito reduzida para atrapalhar o tráfego aéreo. A Noruega, afetada pelas cinzas na manhã de terça-feira, apenas registrou perturbações menores e voltou com as atividades normais desde a tarde.

Os aeroportos de Glasgow e Edimburgo já foram afetados na noite de segunda-feira. Os aeroportos de Aberdeen e Inverness permanecerão fechados nas próximas horas. Além dos aeroportos da Escócia, os aeroportos de Londonderry (Irlanda do Norte) e Newcastle (norte de Inglaterra) também foram fechados. As cinzas vulcânicas obrigaram o presidente americano, Barack Obama , a antecipar na segunda-feira sua ida para Londres .

Trauma

A Eurocontrol montou um grupo de gerenciamento de crise em antecipação ao possível alastramento das cinzas. No ano passado, as cinzas de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokull , provocaram o cancelamento de cerca de 100 mil voos na Europa ao longo de quase um mês, provocando um prejuízo estimado em US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 2,75 bilhões).

Especialistas dizem, porém, que o Grimsvötn não deve causar tantos problemas: além de a erupção atual ter menor escala, suas cinzas têm partículas maiores e, por isso, caem mais rapidamente no chão. Além disso, os estudos e análises realizados durante a crise do ano passado levaram as autoridades europeias a elevar a concentração limite das cinzas para a permissão de voo em 20 vezes, reduzindo a possibilidade de restrições.

Na época, autoridades ordenaram o fechamento do espaço aéreo europeu. A medida foi considerada "exagerada" por muitas companhias aéreas. Desta vez, as autoridades não impuseram nenhuma decisão, e deixaram que cada companhia aérea decidisse por critério próprio, contanto que provem ter um "plano de emergência em caso de dificuldades".

Segundo o ministro dos Transportes britânico, Philip Hammond, o país "está muito melhor preparado" do que em 2010 para lidar com a situação, uma vez que aumentou em 20 vezes o limite de concentração de cinzas para autorizar voos.

O vulcão Grimsvötn, o mais ativo da Islândia, registrou no sábado passado a erupção inicial mais violenta dos últimos cem anos, provocando uma imensa nuvem de cinzas.

A atividade diminuiu na noite de segunda-feira, e a coluna de fumaça já é muito mais baixa do que na véspera, informou nesta terça-feira o Escritório de Meteorologia da Islândia, "provavelmente" em consequência da diminuição das emissões e dos ventos fortes.

*Com AFP

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