Nuvem causa cancelamento de mais de 300 voos; cinzas afetam 35 voos - partidas e chegadas - no Brasil

Nuvens do vulcão chileno Puyehue, que entrou em erupção no Chile no sábado, voltaram nesta quinta-feira à região metropolitana da capital Argentina, Buenos Aires, afetando o funcionamento dos aeroportos. Como medida de prevenção de acidentes aéreos, todos os voos voltaram a ser cancelados, em um total de mais de 300.

As estatais Aerolíneas Argentinas e sua subsidiária Austral, que na quarta-feira haviam decidido manter os cancelamentos restritos ao sul do país, paralisaram os demais voos, da mesma forma que a chilena Lan e outras companhias que operam em Buenos Aires. Segundo o serviço meteorológico, uma mudança na direção dos ventos talvez permita a retomada das operações na sexta-feira.

Em consequência da nuvem de cinzas, a companhia brasileira TAM anunciou que cancelou nesta quarta-feira suas operações nos aeroportos de Buenos Aires (Argentina), Montevidéu (Uruguai) e Assunção (Paraguai), em um total de 16 voos, enquanto a GOL suspendeu suas atividades nas capitais argentina e uruguaia.

Além disso, a GOL e a TAM anunciaram que suspenderão temporariamente as operações nos aeroporto de Porto Alegre , no Rio Grande do Sul. A TAM vai interromper as operações das 21h desta quinta-feira até as 10h da sexta-feira, enquanto a GOL suspenderá as operações em Porto Alegre e também em Caxias do Sul a partir das 18h30 e 19h desta quinta-feira, respectivamente.

No aeroporto de Cumbica, Guarulhos, 16 voos foram afetados. As companhias TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram cinco chegadas de Buenos Aires e uma de Montevidéu e três partidas para Buenos Aires, quatro para Montevidéu e uma para Punta del Este. Além disso, há dois atrasos de voos para Buenos Aires.

No aeroporto do Galeão, Rio, 19 voos foram afetados, também segundo a Infraero. A TAM, GOL, Aerolíneas Argentinas, Pluna e LAN cancelaram seis chegadas de Buenos Aires, três de Montevidéu e duas de Santiago do Chile e suspenderam cinco partidas para Buenos Aires, duas para Montevidéu e duas para Santiago do Chile.

Na noite de quarta-feira, a Administração Nacional de Aviação Civil (Anac) argentina havia antecipado em comunicado que, "se forem mantidas as atuais condições metereológicas", as cinzas ficarão suspensas sobre a área metropolitana e sobre a capital".

Com 65 quilômetros de largura, a nuvem está a 12 mil metros de altura e se movimenta no sentido sudoeste-nordeste. Em comunicado, a Anac lembrou que continuam fechados os aeroportos de Neuquén, Bahía Blanca, Bariloche, Trelew, Chapelco, Esquel e Puerto Madryn.

O vulcão fica na Cordilheira dos Andes, a cadeia de montanhas que separa os territórios da Argentina e do Chile. Nas próximas horas, a comissão voltará a reunir-se para avaliar a situação com o objetivo de normalizar paulatinamente os voos, com exceção dos que permanecem cancelados ao sul.

Aerolíneas Argentinas e Austral informaram que na próxima segunda-feira preveem retomar seus serviços a Bariloche e outros dois destinos turísticos da Patagônia argentina vizinhos ao vulcão.

Por meio de um comunicado na véspera, as companhias indicaram que na sexta-feira preveem retomar os voos para 11 cidades do oeste e do sul do país também afetadas pelas cinzas do Puyehue, localizado a 1,8 mil quilômetros de Buenos Aires.

*Com EFE

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