Cinzas de vulcão chileno paralisam atividades na Patagônia argentina

Buenos Aires, 5 mai (EFE).- As cinzas emitidas pelo vulcão chileno Chaitén fizeram com que as aulas fossem suspensas em escolas de algumas regiões da Patagônia argentina, onde as autoridades pediram que os cidadãos ficassem em suas casas.

EFE |

O fenômeno natural atinge as cidades de Trelew, Esquel e Corcovado, que ficam a 1.900 quilômetros da capital Buenos Aires e que juntas tem cerca de 70 mil habitantes.

O serviço de meteorologia do país disse hoje que as cinzas chegam a aproximadamente oito mil metros de altura e o vento, além disso, a leva para o norte da província de Santa Cruz.

Segundo o prefeito de Esquel, Carlos Mantegna, a situação é de calma, "mas começou a cair cinza de novo e por precaução as aulas foram suspensas e foi pedido que as pessoas ficassem em suas casas".

Em Corcovado, o prefeito Raúl Díaz disse que as chuvas de domingo "não foram suficientes para que as cinzas se dispersassem e, por isto, a visibilidade é quase nula quando escurece".

Díaz afirmou que as cinzas emitidas pelo vulcão Chaitén "são partículas muito finas" que causam transtornos nas vias respiratórias e na vista.

Segundo a diretora de Meio Ambiente de Esquel, Carina Arraqué, embora a água contaminada com cinzas "não seja tóxica, os especialistas recomendam não tomá-la".

As atividades turísticas no Parque Nacional Los Alerces estão suspensas para que seus funcionários possam ajudar os habitantes da região com os problemas causados pela erupção.

O vulcão Chaitén entrou em erupção na madrugada da última sexta.

EFE ms/rr/fal

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