Cinzas de vulcão cancelam voos no Uruguai e na Argentina

Nuvem suspende mais de 20 voos no Uruguai, a maioria para Buenos Aires, onde 51 voos foram cancelados; Paraguai também é afetado

iG São Paulo |

Nuvens de cinzas do vulcão chileno Puyehue provocaram o cancelamento de voos em aeroportos de Uruguai e Argentina nesta sexta-feira. O vulcão entrou em atividade em 4 de junho e, desde então, por diversas vezes causou transtornos nos dois países.

De acordo com o site do Aeroporto Internacional de Carrasco, esta é a quinta vez que as cinzas do vulcão afetam voos em Montevidéu. Nesta sexta-feira, mais de 20 voos foram cancelados, a maioria com destino à capital argentina, Buenos Aires.

Na manhã desta sexta-feira, os voos do Aeroparque e do Aeroporto Internacional de Ezeiza, ambos em Buenos Aires, também ficaram suspensos por causa das cinzas. Segundo o Comitê de Emergência, todos os voos foram cancelados, tanto para partidas quanto chegadas.

No Paraguai, duas companhias aéreas tiveram de atrasar seus voos de Assunção para Buenos Aires devido às cinzas. Segundo Rubén Aguilar, administrador do aeroporto paraguaio Silvio Pettirossi, as companhias TAM e Aerolíneas Argentinas precisaram reprogramar seus voos da manhã por causa dos problemas de visibilidade na capital argentina.

Ele acrescentou também que as autoridades do aeroporto aguardam que as condições melhorem para a reprogramação desses voos, cuja lista de passageiros inclui torcedores que pretendem comparecer à segunda partida da seleção paraguaia na Copa América, neste sábado, contra o Brasil.

O fenômeno voltou a afetar os voos na manhã de quinta-feira , quando as cinzas retornaram ao céu da capital argentina e prejudicaram o funcionamento do Aeroparque, o que afetou principalmente os voos internos do país. No aeroporto de Ezeiza, houve alguns atrasos e cancelamentos. Em plena disputa da Copa América, as suspensões prejudicaram vários turistas que viajam pelo país por causa da competição de futebol.

No total, 51 voos foram cancelados e foram 11 reprogramados na quinta-feira, enquanto outros dez foram reprogramados para esta sexta-feira. 

Há uma semana, uma nova cratera foi detectada no complexo vulcânico de Puyehue, segundo imagens divulgadas pelo satélite Spot 4. 

As fotografias mostram que, em 25 de junho, existia uma nova cratera no maciço vulcânico, situado a 950 quilômetros ao sul de Santiago, cujas cinzas vêm perturbando o tráfego aéreo de países como Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Brasil, Nova Zelândia e Austrália nas últimas semanas. Os satélites Spot 1 e Spot 4, construídos pela empresa Astrium para a Agência Espacial Francesa, estiveram nas últimas semanas a cargo do monitoramento da erupção do vulcão e, particularmente, do movimento das cinzas.

O Puyehue se estende ao longo de 15 quilômetros entre as regiões chilenas de Los Lagos e Los Ríos, na Cordilheira dos Andes. Sua coluna de cinzas chegou a alcançar até 12 quilômetros de altura e deu a volta ao mundo.

*Com AFP e EFE

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