Cingapura e Jacarta cancelam voos por vulcão na Indonésia

Monte Merapi teve violenta erupção na sexta-feira, que elevou o número de mortos para 138

iG São Paulo |

Várias companhias aéreas cancelaram voos entre Cingapura e Jacarta, capital da Indonésia, por causa do risco apresentado pelas cinzas de um vulcão ativo, disseram neste sábado a Singapore Airlines e a Changi Airport.

Localizado na região central da ilha de Java, o Monte Merapi começou a expelir perigosas nuvens de cinzas e gases ultraquentes em 26 de outubro, deixando 138 mortos e forçando a retirada de mais de 150 mil.

Das vítimas, 94 morreram em consequência de uma nova e violenta explosão na sexta-feira , que, segundo vulcanólogos, foi a maior em um século. Por isso, a área de segurança ao redor do vulcão teve seu raio ampliado para 20 quilômetros.

A Indonésia fechou seu Aeroporto Internacional de Yogyakarta, com voos sendo redirecionados para a cidade vizinha de Solo. Jacarta fica a oeste do monte Merapi. "Até agora, 11 voos de Cingapura a Jacarta foram cancelados", disse à Reuters o porta-voz da Changi Airport.

As companhias afetadas incluem Singapore Airlines, Lufthansa, Turkish Airlines, AirAsia e Tiger. Um voo da Silkair para Solo também doi cancelado, afirmou o porta-voz.

Um porta-voz da SIA disse que a companhia aérea suspendeu voos para e a partir de Jacarta em torno das 15h no horário de Cingapura no sábado, por causa das nuvens de cinzas formadas pelo vulcão.

Monte Merapi

O Merapi se encontar a 2.914 metros de altura em meio a uma região muito povoada do centro da ilha de Java. Considerado o vulcão mais perigoso do país, o Merapi ("Montanha de Fogo" em javanês) já teve 70 erupções desde meados do século 16, algumas devastadoras, como a de 1930, que deixou 1,4 mil mortos.

O vulcão voltou a expelir colunas de fumaça neste sábado na ilha indonésia de Java. Fortes estrondos foram ouvidos do Merapi, que causou o deslocamento de mais de 200 mil pessoas.

O presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, instalou seu escritório em Yogyakarta, a 30 quilômetros ao sul de cratera, desde onde dirige pessoalmente as operações de resgate e proteção.

A população da região vive debaixo de uma constante chuva de cinzas, o que a obriga a proteger o nariz e a boca com máscaras. Dos mais de 150 feridos, que estão distribuídos por três hospitais, a maior parte apresenta queimaduras de diferentes graus e problemas respiratórios.

O líder indonésio, que chegou na noite de sexta-feira a Yogyakarta, disse que ficará por tempo indeterminado na região para que a resposta à catástrofe seja dada com rapidez e eficácia.

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*Com Reuters, EFE e AFP

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