Cingapura diz que agirá caso navio norte-coreano leve armas

CINGAPURA (Reuters) - Cingapura tomará medidas contra um navio norte-coreano monitorado pelos Estados Unidos, caso a embarcação se dirija aos seus portos com um carregamento de armas, afirmou o governo neste sábado. Cingapura leva a sério a proliferação, transporte e materiais relacionados a armas de destruição em massa, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Se a alegação for verdadeira, Cingapura agirá adequadamente.

Reuters |

A marinha norte-americana está monitorando um navio de nome Kang Nam no mar em uma região dentro de sanções da ONU que bloqueiam a exportação de armas da Coreia do Norte, incluindo componentes de mísseis e material nuclear.

A Fox News citou uma fonte militar sênior dos Estados Unidos dizendo que o navio pareceu estar se dirigindo a Cingapura e que o destróier USS John McCain estava se posicionando caso receba ordens de interceptação.

O país, um aliado dos Estados Unidos, possui o porto de embarque mais movimentado do mundo. A maior parte dos contêineres movimentados são transportados por cargas entre o oriente e ocidente. O porto também é o centro de reabastecimento mais usado do mundo.

As agências governamentais de Cingapura não informaram a atual localização da embarcação.

"Não sabemos sequer se ela se dirige a Cingapura", afirmou uma fonte na Autoridade Marítima e de Portos de Cingapura, que é responsável pela segurança nas águas e portos do país.

Representantes norte-americanos afirmaram que o navio se tornou "objeto de interesse" depois de deixar o porto norte-coreano na quarta-feira.

O Kang Nam é o primeiro navio a ser monitorado sob as sanções da ONU adotadas na semana passada depois que Pyongyang elevou as tensões com um teste de lançamento de mísseis, reativação de uma fábrica para produzir armas com plutônio e condução de testes nucleares.

Os Estados Unidos têm enviaram sistemas anti-mísseis para o Pacífico caso Pyongyang lance mais mísseis, afirmaram representantes norte-americanos.

Neste sábado a imprensa norte-coreana disse que o país não se sentiu ameaçado por novas sanções depois que um comitê da ONU afirmou que está considerando colocar mais empresas norte-coreanas em uma lista negra e também indivíduos, por darem apoio aos programas nuclear e de mísseis de Pyongyang.

"É imprudente e ridículo nossas potências inimigas pedirem mais sanções e isolamento... eles pensam que podem sequer nos deixar preocupados?", publicou o jornal Rodong Sinmum em comentário.

"Se eles nos apontarem uma arma, apontaremos um canhão. Se nos apontarem um canhão, apontaremos mísseis e para sanções, daremos revanche. Devolver uma arma nuclear para uma arma nuclear é o que fazemos."

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