Cinema brasileiro ganha mostra em Madri com exibição de filmes contemporâneos

Madri, 19 mai (EFE).- A cinematografia brasileira e alguns de seus produtores e diretores, entre eles Ruy Guerra, chegam essa semana a Madri pela ocasião do I Festival de Cinema Brasileiro em Madri, que apresentará uma ampla seleção da produção cinematográfica brasileira contemporânea, inédita na Espanha.

EFE |

É "uma oportunidade para encorajar um diálogo mais rico entre as culturas dos dois países", disse hoje à Agência Efe Ruy Guerra, diretor de "O veneno da madrugada" - baseado no romance "A má hora", de Gabriel García Márquez.

O diretor lamentou este momento de poucas trocas, no qual se vê pouco cinema da Espanha no Brasil e vice-versa.

O Festival, organizado pela produtora brasileira Inffinito, especializada em organizar mostras no mundo todo, exibirá entre hoje e o próximo domingo uma dúzia de filmes que "mostrarão a nova cara do cinema brasileiro".

Na apresentação à imprensa, em Madri, Ruy Guerra se demonstrou entusiasmado pela possibilidade de que os cinéfilos espanhóis possam apreciar o trabalho de cineastas brasileiros. O diretor acredita que "o vínculo cultural entre a Península Ibérica e o Brasil é muito forte", mas considerou que "existe uma separação muito grande em nível cinematográfico".

Ruy Guerra defende também uma "maior troca intelectual" com os cineastas espanhóis: "A Espanha moderna é pouco conhecida no Brasil" e é necessário "descobrir as idiossincrasias, as afetividades e os desejos, que, às vezes, são os mesmos", comentou.

O Festival de Cinema Brasileiro será realizado anualmente em Madri, explicou à Efe a diretora da Inffinito, Adriana Dutra, que espera que o ciclo se transforme em "uma importante plataforma de comunicação direta" entre os setores audiovisuais de ambos os países.

A programação do Festival inicia hoje na Casa da América com uma Aula Magma de Ruy Guerra, seguida da exibição de "O veneno da madrugada".

Na programação do Festival, que será exibido na Casa da América e nos Cinemas Renoir, estão filmes como: "A casa de Alice", de Chico Teixeira; "O ano em que meus pais sairam de férias", de Cao Hamburger; "O céu de Suely", de Karim Ainouz; "Mutum", de Sandra Kogut; "A casa de Tom", de Ana Jobim, ou "A via láctea", de Lina Chamie.

Durante os sete dias de Festival, que conta com o patrocínio do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), serão realizadas mesas-redondas, homenagens e classes magistrais nas quais participarão diretores, atores e produtores.

No último dia será entregue o troféu "Lente de Cristal" para o melhor filme, eleito pelo voto popular.

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