Manila, 18 jun (EFE).- O cinegrafista filipino Jimmy Encarnación, libertado ontem à noite junto com a jornalista Ces Drilon pela organização terrorista islâmica Abu Sayyaf, disse hoje que seus seqüestradores ameaçaram várias vezes decapitá-lo durante os nove dias que permaneceu em cativeiro.

"Em várias oportunidades me disseram que iam cortar minha cabeça.

Prenderam-me e afirmaram que quando o ultimato vencesse iam me matar", explicou Encarnación à imprensa.

O comando do Abu Sayyaf que capturou Drilon, Encarnación e outras duas pessoas deu na última segunda um ultimato de 24 horas para receber 15 milhões de pesos (US$ 337.838) pelos reféns.

"EM várias oportunidades achei que iam me assassinar. Estávamos presos. Foi uma experiência aterrorizadora", declarou.

Já Drilon afirmou que as memórias do cativeiro nunca sumirão de sua memória.

"Coloquei a vida da minha equipe em perigo, portanto foi um verdadeiro aprendizado para mim", disse Drilon, que trabalha para a "ABS-CBN".

Esta jornalista, o câmera Encarnación, o professor universitário Octavio Dinampo, que atuava como produtor, e o motorista Angelo Valderama realizavam uma reportagem sobre o Abu Sayyaf e foram seqüestrados no dia 8 de junho. EFE jgb/fal

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