Cinegrafista da Reuters é morto em confronto na Tailândia

BANGCOC - Um cinegrafista da Reuters foi morto em um confronto entre tropas tailandesas e manifestantes da oposição em Bangcoc, neste sábado. Hiro Muramoto, de nacionalidade japonesa, trabalhava para a Thomson Reuters em Tóquio. Ele foi baleado no peito e chegou ao Hospital Klang sem vida, disse o médico Pichaya Nakwatchara. Pelo menos 12 pessoas já morreram e outras 540 ficaram feridas nos embates.

iG São Paulo com agências |

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Hiro Muramoto morreu baleado
"Eu estou terrivelmente triste por ter perdido nosso colega Hiro Muramoto nos confrontos de Bangcoc", afirmou o editor-chefe da Reuters, David Schlesinger. "O jornalismo pode ser uma profissão tremendamente perigosa quando aqueles que tentam contar os fatos ao mundo acabam arrastados ao centro de ação. Toda a família Reuters está de luto pela tragédia", acrescentou.

Muramoto cobria o embate entra as tropas de segurança e os manifestantes contrários ao governo na área de Rajdumnoen Road, onde soldados abriram fogo com balas de borracha e gás lacrimogêneo, no mais violento incidente político em 18 anos na capital tailandesa.

O diretor do hospital disse que a bala saiu pelas costas de Muramoto, mas não soube especificar que tipo de bala era.

O confronto

Os enfrentamentos começaram depois que o Governo determinou às forças de segurança a ordem de recuperar o controle das áreas públicas da capital, sob controle dos chamados "camisas vermelhas".

Os ativistas resistem com paus, barras de ferro e bombas incendiárias contra os efetivos das brigadas antidistúrbios e os soldados. De acordo com o Ministério da saúde, pelo menos 12 pessoas morreram e mais de  540 ficaram feridas.

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Confrontos entre ativistas e Exército já mataram 12 pessoas

Na "terra de ninguém", local onde os opositores montaram seu acampamento, os "camisas vermelhas" tentam deter as tropas governistas.

Os choques entre os "camisas vermelhas" e as forças de segurança se estenderam para outros lugares da Tailândia. Em uma localidade no nordeste do país, uma das menos desenvolvidas, 600 "camisas vermelhas" atacaram a representação do Governo. O mesmo ocorreu na cidade de Chiang Mai, ao norte e a segunda maior do país.

Impasse

Desde a quarta-feira, Bangcoc está sob estado de atenção, que permite ao Exército fazer o controle da segurança, proibir assembléias, passeatas, declarar toque de recolher e censurar os meios de comunicação.

A Tailândia segue imersa em uma profunda crise política pela enorme divisão entre partidários e detratores de Shinawatra, derrubado por um golpe de Estado em 2006 e foragido da justiça, mas que resiste a abandonar o protagonismo político.

Os "camisas vermelhas", integrados em sua maioria pelas classes humildes das áreas rurais do nordeste do país, consideram que o Governo de Vejjajiva é ilegítimo, porque não nasceu das urnas, mas de pactos parlamentares com deputados.

*Com informações da Reuters e da EFE

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