Cineasta Pablo Fendrik traz um pouco do cinema argentino ao Festival do Rio

Rio de Janeiro, 27 set (EFE).- O argentino Pablo Fendrik apresentou nesta sexta-feira no Festival do Rio seu mais recente filme, O sangue brota, em uma rara oportunidade de levar ao público brasileiro uma nova obra latino-americana.

EFE |

"A expectativa principal era conhecer Copacabana, mas o tempo não está ajudando muito", disse Fendrik em entrevista à Agência Efe pouco antes de enfrentar o público.

"Tinham me dito que era um festival bastante grande, dentro dos festivais latino-americanos. Esse é uma das minhas maiores expectativas, além de conhecer o Rio de Janeiro", disse sobre sua primeira visita à cidade que abriga o maior festival de cinema do Brasil, este ano com 350 filmes provenientes de 30 países.

"O sangue brota" foi premiado em uma mostra da Jovem Crítica do Festival de Cannes deste ano (júri composto por 32 estudantes de cinema da França e Alemanha) e em agosto recebeu o prêmio de melhor diretor da Concorrência Internacional do Festival Internacional de Cinema de Santiago do Chile.

Até agora, o filme fez sucesso entre a crítica e está presente em vários festivais.

"Quase ninguém do público viu" e só estreará na Argentina em novembro ou fevereiro, conta.

O cinema latino-americano é pouco conhecido fora das fronteiras nacionais e às vezes nem sequer dentro dos próprios países, com mercados e salas dominados por filmes dos Estados Unidos.

Para Fendrik, de 35 anos, nem sequer iniciativas políticas anunciadas para criar reservas de mercado e uma "integração cultural" serviram para mudar esse cenário.

"Não acho que a maneira como as políticas culturais na América Latina são encaradas influencia na troca real e positiva para que os filmes brasileiros sejam conhecidos na Argentina e vice-versa. Isso tem a ver mais com a iniciativa privada", destacou.

"Gostaria de fazer uma co-produção com o México ou com algum outro país latino-americano com quem tenhamos afinidade. Mas no terreno prático, parece quase uma fantasia para mim", disse.

Seu novo projeto é um longa-metragem baseado em "um chinês incendiário".

"Será sobre duas noites na vida de um piromaníaco em Buenos Aires. É baseado em um fato real", revela. EFE ol/wr/rr

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