Cindy McCain, mulher do candidato republicano à Casa Branca, John McCain, visitou nesta terça-feira um grupo de refugiados na Geórgia, e afirmou que sua atitude nada tem a ver com a convenção do Partido Democrata, inaugurada ontem.

Cindy McCain visitou uma escola e um prédio que servia ao governo, transformado em abrigo para milhares de georgianos que precisaram deixar para trás suas casas em busca da segurança relativa da capital, Tbilisi, durante o conflito com a Rússia.

"Me dói o coração cada vez que vejo e falo com refugiados", disse Cindy aos repórteres depois de visitar dois campos de refugiados mantidos pelo World Food Programme (WFP).

"O único lugar onde essas pessoas querem estar é em casa. Mas elas não podem ir para casa por causa do que aconteceu a els e por causa da situação criada pelos russos", afirmou.

"Minha função nisso tudo é garantir que a comunidade internacional não esqueça o que está acontecendo aqui", afirmou Cindy.

John McCain condenou com veemência as ações da Rússia no conflito com a Geórgia, e exigiu que Moscou seja excluída do G8 como punição.

A visita de sua mulher à Geórgia acontece um dia depois do discurso de Michelle Obama, esposa do candidato democrata Barack Obama, que abriu a convenção de seu partido em Denver, no Colorado, afirmando que seu marido seria "um presidente extraordinário".

"Se eu fiz isso (a viagem) por causa da Convenção Democrata?", perguntou Cindy McCain, casulamente vestida com um par de calças jeans e uma camiseta preta.

"A resposta é não. Eu não poderia esperar mais para vir. O tempo certo é agora".

"É importante para nós ver em primeira mão o que está acontecendo e ouvir as histórias desses refugiados e também dos Saakashvilis, nossos amigos," disse, referindo-se ao presidente georgiano Mikheil Saakashvili e sua esposa.

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