Cinco palestinos morrem e 20 ficam feridos em confronto em Gaza

(atualiza com mais detalhes sobre o incidente) Gaza, 14 ago (EFE).- Cinco palestinos morreram hoje e 20 foram feridos em um confronto na Faixa de Gaza entre a Polícia do movimento islâmico Hamas, que governa a região, e um grupo radical pró Al Qaeda, informaram à Agência Efe fontes médicas e de segurança.

EFE |

Entre os feridos há pelo menos três crianças, disseram fontes policiais.

O incidente aconteceu esta tarde nos arredores da mesquita de Iben Taymeya, na cidade de Rafah, sul de Gaza e fronteira com o Egito.

Os confrontos começaram depois que as orações da sexta-feira (dia sagrado muçulmano) terminaram, quando dúzias de policiais do Hamas rodearam a mesquita depois que o líder de um grupo radical declarou um Emirado Islâmico na Faixa de Gaza, segundo disseram à Efe testemunhas.

O grupo islamita radical sunita Jihadi Salafi, associado com a organização Al Qaeda, anunciou esta manhã que pretendia estabelecer um emirado islâmico em Gaza.

O chefe espiritual do grupo, xeque Abelatif Moussa, também conhecido como Abu Nour al-Maqdisi, criticou durante as orações na mesquita o Hamas por não implementar a sharia (lei islâmica) e anunciou que seu grupo está realizando esforços para impô-la.

"Após confiar em Alá (Deus) e levando em conta as razões para a vitória e a consolidação, declaramos o nascimento de um novo emirado islâmico ao lado da santa Jerusalém", disse Moussa aos fiéis.

Membros do grupo distribuíram entre os fiéis que participavam das orações da sexta-feira um panfleto que descrevia a estratégia do grupo.

"Faço um apelo aos milicianos das Brigadas Qassam para que se unam a nós", disse Moussa, advertindo que se o Hamas e seu Governo não implementarem a sharia no território palestino "se transformarão em um partido islâmico fraco".

Segundo as testemunhas, a Polícia do Hamas rodeou a mesquita e deteve durante um tempo Moussa e seus seguidores.

Mais tarde se iniciou um confronto armado entre a Polícia e os milicianos da Jihadi Salafi, ao qual seguiu uma troca de fogo no qual foram lançadas várias bombas no bairro de Al Barazil, no oeste da cidade.

Esta manhã, o líder do Hamas e ex-primeiro-ministro palestino Ismail Haniyeh negou as acusações de Israel de que grupos extremistas islâmicos estrangeiros operam na Faixa de Gaza.

"Não há nenhuma organização fanática estrangeira em Gaza que atue contra os americanos", assegurou Haniyeh, acrescentando: "Gaza não precisa de homens, temos os nossos". EFE sar-aca/ma

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