Cinco mortos em enfrentamentos em Bangcoc

Confrontos entre manifestantes de oposição e forças de segurança da Tailândia ficam mais violentos nesta sexta-feira

AFP |

Pelo menos cinco pessoas morreram em consequência de enfrentamentos registrados nesta sexta-feira, em Bangcoc, entre militares e manifestantes de oposição, segundo informações de hospitais da cidade.

A violência desta sexta-feira na capital da Tailândia foi provocada por uma operação militar na manhã desta sexta, quando militares avançaram por uma avenida de Bangcoc ocupada por 2 mil "camisas vermelhas". As Forças Armadas já haviam anunciado a intenção de recuperar pela força o controle da avenida.

Os militares usaram bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes e um ônibus do Exército foi incendiado. Tiros também foram ouvidos no parque Lumpini.

Na quinta-feira, os confrontos deixaram ao menos um morto e vários feridos, entre eles um general favorável aos "camisas vermelhas" , os manifestantes que exigem a renúncia do governo do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva.

A capital do país está assolada pela violência, depois de dez dias nos quais as negociações pareciam ter prevalecido entre o premiê Vejjajiva e os líderes "vermelhos", ligados ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, atualmente no exílio.

Shinawatra pediu nesta sexta-feira que o governo retire as tropas das ruas e retome as negociações com os manifestantes. "Acredito que uma solução política continua sendo possível na Tailândia, e o primeiro-ministro pode evitar que existam mais vítimas e pode salvar o país", afirmou Shinawatra em um comunicado divulgado por seu conselheiro jurídico em Bangcoc.

Eleições

Os manifestantes da oposição, conhecidos como "camisas vermelhas", querem a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva. Os camisas vermelhas, em sua maioria moradores pobres das áreas rurais do país, apoiam o ex-premiê Thaksin Shinawatra, derrubado por um golpe de Estado, em 2006.

Os manifestantes, que vêm ocupando partes de Bangcoc por mais de dois meses, querem que o primeiro-ministro dissolva o Parlamento e convoque novas eleições. Os acampamentos dos opositores se espalham do centro comercial da cidade até o centro financeiro, mais ao sul.

A pior crise política no país em quase duas décadas já deixou cerca de 30 mortos e mais de 1,4 mil feridos. O premiê Abhisit Vejjajiva está sob intensa pressão para controlar os protestos, que paralisam Bangcoc desde o meio de março.

Ele já ofereceu a realização de eleições em 14 de novembro, mas os dois lados não chegaram a um acordo por causa das disputas sobre quem deve ser responsabilizado pela repressão aos protestos das últimas semanas. 

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