Cinco mortos e 14 feridos em protestos étnicos na China

Pequim, 4 set (EFE).- Cinco pessoas morreram e outras 14 foram hospitalizadas por causa dos protestos ocorridos nesta quinta-feira, na cidade chinesa de Urumqi, capital da região muçulmana de Xinjiang, disse hoje o vice-prefeito da localidade, Zhang Hong, segundo informou a agência local Xinhua.

EFE |

Os distúrbios, que estão ocorrendo ao longo de toda a semana, ficaram mais fortes na quinta-feira, quando cerca de 3 mil pessoas, segundo fontes oficiais - embora a imprensa divulgue números muito maiores -, saíram às ruas.

Os manifestantes, na maioria chineses, protestavam por supostos ataques com seringas contra os moradores chineses, que estariam sendo feitos por integrantes da etnia uigur, de religião muçulmana.

A Polícia antidistúrbios dissolveu a manifestação, embora a agência chinesa não detalhe a existência de mortos.

O ministro chinês de Segurança Pública, Meng Jianzhu chegou hoje a Urumqi para supervisionar as ações das forças de segurança e "restabelecer a ordem social o mais rápido possível", acrescenta a "Xinhua".

"Manter a estabilidade é a tarefa central de maior importância no momento presente em Xinjiang", afirmou o ministro.

Por sua vez, as autoridades locais de Urumqi, proibiram as manifestações após novos incidentes na região.

Segundo informações de "Xinhua", hoje os distúrbios continuaram em Urumqi, quando mais de mil pessoas enfrentaram à Polícia, que utilizou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes. Os atuais protestos são os primeiros desde as revoltas de julho, que causaram 197 mortes.

Os uigures acusam o Governo chinês de reprimir e segregar sua cultura, e de torturar seus integrantes ou executá-los sob falsas acusações de terrorismo, enquanto Pequim conseguiu incluir em 2001, uma das mais importantes organizações separatistas uigures na lista de grupos terroristas internacionais das Nações Unidas. EFE chs/dm/ma

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