Cinco militares morrem em operação contra chefe das Farc na Colômbia

Bogotá, 3 mai (EFE).- Pelo menos cinco militares morreram e 10 ficaram feridos hoje, em uma explosão no município colombiano de Tibú, fronteiriço com a Venezuela, onde o Exército persegue o membro da cúpula das Farc conhecido como Ivan Márquez, e tenta repelir os ataques rebeldes contra a infra-estrutura viária e petrolífera da cidade.

EFE |

A patrulha caiu em um campo minado armado pelos rebeldes para evitar a perseguição que as tropas vêm desenvolvendo no nordeste da Colômbia contra Márquez.

"Nas ações morreram cinco militares (um tenente, um sargento e três soldados). As tropas do Exército continuam com as operações com o propósito de combater e neutralizar as ações das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN)", assinalou um comunicado das Forças Militares.

O comandante do Exército, general Mario Montoya, se deslocou à zona para comandar as operações nas quais um número não determinado de rebeldes morreu nos choques com as tropas oficiais.

Os combates fazem parte de uma operação realizada desde fevereiro na região de Catatumbo para capturar Márquez, o chefe rebelde que se reuniu em novembro de 2007 com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, como parte das negociações visando a um acordo humanitário entre o Governo colombiano e as Farc.

As ações contra os rebeldes tiveram como resultado, desde fevereiro, cerca de 50 guerrilheiros das Farc e do ELN mortos, 78 capturados, seis reféns libertados pela pressão das tropas, 706 hectares de cultivos ilícitos erradicados e 30 laboratórios para o processamento de cocaína destruídos, segundo a mensagem oficial.

Militares consultados pela imprensa assinalaram que as tropas chegaram ao primeiro anel de segurança do líder insurgente, e para evitar que sigam avançando os guerrilheiros instalaram várias minas em um local conhecido como Campo Yuca.

Além disso, detonaram duas cargas explosivas em uma ponte que une Tibú com o resto da região, o que gerou pânico entre os aldeões.

Está sendo investigado ainda um segundo ataque contra o oleoduto Cano Limón-Coveñas, o principal da Colômbia. EFE fer/gs

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